A última rodada do Campeonato Brasileiro ocorreu nessa quinta-feira (26) e foi marcada por dois jogos valendo o título do torneio. Dentre eles, Internacional e Corinthians se enfrentaram no Estádio Beira-Rio. Pelo lado alvinegro, esperava-se novos testes, visto que Vagner Mancini relacionou dois jogadores recém-promovidos ao profissional (Matheus Araújo e Cauê). No entanto, não foi isso que aconteceu e fomos mais do mesmo.

CADÊ A VELOCIDADE, MANCINI?

De início, a escalação da equipe já cedeu a questionamentos, visto que era um time sem velocidade. As laterais formadas por Méndez e Fábio, um meio-campo com Cantillo, Ramiro, Roni, Cazares e Otero, e mais a frente Jô, já era uma abdicação nítida da profundidade. Um time que dificilmente atacaria espaços com êxito.

Provavelmente, a ideia era de um time marcando em blocos médios e baixos, aguardando a proposta do Internacional e buscando cravar em erros do adversários e transições. Contudo, não existe transição sem velocidade. O jogo mostrou isso, inclusive.

O Corinthians foi uma equipe competitiva, principalmente na primeira etapa. Conseguia desarmar o adversário, protegia bem a área, mas faltava o poder ofensivo. Possuir arcos como Cantillo e Cazares, exige a presença de flechas.

E QUANDO TEVE A BOLA?

Em poucos momentos o Corinthians de Mancini propôs o jogo. Neles, a equipe sofreu muito com a ausência de alguns atletas. A profundidade de Fagner e a velocidade de Gustavo Mosquito fizeram falta.

Reprodução

Em certas situações, Roni até caiu por dentro e o Timão utilizou uma jogada característica de Mancini: abrir o corredor para o lateral-direito. No entanto, Bruno Méndez jogou por ali e mesmo que construa bem, não é um jogador de profundidade e excelência nos cruzamentos.

Do outro lado, Otero também não costuma ir à linha de fundo e Fábio Santos tem limitações ofensivas. Com os dois lados de características mais defensivas, as tentativas pelo meio também foram dificultadas por uma defesa colorada que defende bem a área. O Timão fechou com o ZERO no placar pela terceira partida consecutiva.

Por isso, a utilização de Gabriel Pereira era essencial nessa partida. Jogador associativo e habilidoso para jogadas individuais, poderia ter sido uma arma interessante pelo flanco. Outro que poderia ter iniciado era Mateus Vital, visto que nem o camisa 22, nem o venezuelano se mostram muito agressivos, e entre a construção de Otero e Vital, o mais jovem se sai melhor.

UTILIZAÇÃO DA BASE

Esse tópico, que foi muito comentado pelas promoções feitas por Vagner Mancini no meio da semana, deixou a desejar na partida do Beira-Rio. Já foi citado Gabriel Pereira, e com a falta de dinamismo na frente, Cauê era outro que merecia uma chance.

Jô finaliza a temporada muito abaixo das expectativas, lento na mudança de direção, no ataque aos espaços e com dificuldades também pelo alto. Nesse sentido, já valia o teste de Cauê na última partida e daqui para frente, o jovem centroavante deve ter mais minutos.

Outro que deve ser mais utilizado na próxima temporada é Igor Formiga. Lateral direito promissor, Formiga provavelmente estará mais presente em ausências de Fagner, nas quais Mancini tinha de colocar Michel Macedo ou improvisar o zagueiro Bruno Méndez.

CONFIRA AS NOTAS DO CORINTHIANS CONTRA O VASCO:

Cássio: Uma das melhores partidas do goleiro no ano, até porque Cássio esteve abaixo durante 2020/21. Uma defesa difícil e várias participações seguras. NOTA: 7,5

Bruno Méndez: Muito bom construtor. Estava improvisado e não deve continuar sendo muito utilizado na lateral, visto que hoje briga para ser o melhor zagueiro do elenco. NOTA: 7,0

Jemerson: Baita partida de Jemerson, com oito cortes. Protegeu a área pelo alto e por baixo. Se firma no clube, a ver se as negociações pela permanência se concretizarão. NOTA: 7,5

Gil: Um jogo menos comprometedor de Gil, mas é um atleta que precisa recuperar-se tecnicamente para a próxima temporada. NOTA: 6,5

Fábio Santos: Foi seguro defensivamente, mas não conseguiu produzir ofensivamente, assim como toda a equipe. No geral, conseguiu superar a parte física e foi bem. NOTA: 6,5

Cantillo: Tentou alguns passes verticais e ligações em transições, mas não foi ajudado pelos jogadores de frente. Cantillo não marca mal, mas comete faltas desnecessárias. NOTA: 6,5

Ramiro: Tentou participar muito e não comprometeu, mas ainda erra gestos técnicos. NOTA: 6,0

Roni: Foi colocado na direita para preencher espaços e proteger defensivamente. Errou passes básicos e precisa melhorar seu aspecto técnico para 2021.  NOTA: 5,5

Cazares: Errou passes simples, mas quando acerta sempre deixa a equipe em boas condições. Se movimenta bem na entrelinha e clareia o jogo, faltou peças em volta. NOTA: 6,5

Otero: Recompôs bem em certas situações, mas se torna nulo ofensivamente. Perdeu duas bolas importantes no jogo, uma em transição ofensiva, outra no campo de defesa que gerou perigo ao gol de Cássio. NOTA: 5,5

Jô: Tocou pouco na bola, lento em transições e mudanças de direção, e pouco decisivo no terço final. NOTA: 5,5

Léo Natel: Dessa vez entrou pelo lado, e produziu bem. Criou uma boa oportunidade que Jô não conseguiu chegar na bola e deu velocidade à equipe. NOTA: 6,5

Mateus Vital: Muito pressionado quando recebia a bola, Vital conseguiu sair de algumas dessas pressões. Não acertou muito na partida, mas o contexto não o favorecia. NOTA: 6,0

Camacho: Entrou bem. É um jogador que recebe poucas chances de Mancini e diante do Inter foi seguro defensivamente e arranjou bons passes em transição. NOTA: 6,5

Xavier: Jogador postulante a titularidade, Xavier entrou bem novamente. Protegeu muito bem no último terço do Inter e fez ótimos desarmes. NOTA: 6,0

Marllon: Pouco participou do jogo. NOTA: S/N

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