Nesta quinta-feira (22), às 21h30, no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção, o Corinthians faz a sua estreia na Copa Sul-Americana diante do River Plate (PAR), equipe comandada pelo Celso Ayala. Como não poderia ser diferente, o SCCP SCOUTS preparou um material sobre tudo que você precisa saber a respeito do nosso rival: provável escalação, pontos fortes e fracos, destaques individuais e muito mais.

ESTATÍSTICAS DO RIVER PLATE (PAR) NO APERTURA:

  • 12 jogos
  • 10º lugar (último colocado)
  • 6 pontos: 1 vitória, 3 empates e 8 derrotas
  • Pior ataque da competição com 7 gols marcados
  • Pior defesa da competição com 24 gols sofridos
  • 16% de aproveitamento dos pontos.

O River Plate vive uma fase muito complicada. Em 14 jogos na temporada, a equipe paraguaia conquistou apenas três vitórias – sendo que duas delas foram justamente na Copa Sul-Americana. No Campeonato Paraguaio, o time de Assunção não vence uma partida desde março de 2020. São 15 partidas sem triunfos na competição nacional.

Com uma grande crise neste início de temporada, a diretoria do clube paraguaio decidiu demitir o treinador Enrique Landaia. Porém, na última segunda-feira (19) os dirigentes do River Plate já anunciaram o novo comandante. Celso Ayala é o novo técnico do ”El  Kelito” e fará a sua estreia diante do Corinthians.

No entanto, na Sul-Americana o time conseguiu a vaga na fase de grupos após superar o Guaireña do Paraguai com duas vitórias. 2 a 1 no jogo de ida e 4 a 2 no jogo de volta – contabilizando um 6 a 3 no placar agregado. Agora, o River do Paraguai está no grupo E da competição, ao lado do Timão, do Peñarol e do Sport Huancayo.

PROVÁVEL ESCALAÇÃO DO RIVER PLATE (PAR) PARA O JOGO CONTRA O CORINTHIANS:

SAÍDA DE BOLA:

Antes de falar sobre a construção ofensiva do River Plate (PAR), é importante destacar que o clube teve uma troca no comando técnico. No entanto, no período com Enrique Landaia a equipe tinha uma estrutura fixa na saída de bola.

O “El Kelito” se estruturava com uma saída de 3+1. Um dos volantes (principalmente Molinas) fica entre os dois defensores para que o time tenha superioridade numérica em zona mais baixa do campo. Já o outro meio-campista do time paraguaio se posiciona à frente da primeira linha para ser a opção de passe vertical por dentro.

Saída 3+1 – Molinas entre os zagueiros e Quiñonez à frente

Entretanto, o time optava sempre por fazer uma saída direta. Os dois laterais ficavam em uma faixa mais alta do campo para atrair os extremos, e os zagueiros tinham liberdade para avançar com conduções e realizar o passe mais longo buscando o centro do campo.

Mecanismos da saída direta

Importante destacar também o papel de Quiñonez. O meio-campista se posiciona como opção de passe por dentro ou pode atacar as costas da primeira linha de marcação. Por conta disso, os seus marcadores ficam em dúvida e divididos entre saltar para pressionar o zagueiro ou cortar a linha de passe do próprio meio-campista do River do Paraguai.

Saída feita por Montiel e Quiñonez nas costas da primeira linha de marcação

Porém, nos momentos em que o time adversário sobe os seus blocos de marcação no tiro de meta, o “El Kelito” apresenta algumas variações. Molinas se aproxima do goleiro, recebe a bola e já faz a ligação direta da sua própria área.

Saída direta da própria área

FASE E TRANSIÇÃO OFENSIVA:

Em fase ofensiva, o River Plate do Paraguai se estrutura no clássico 4-4-2. Duas linhas de quatro e dois atacantes avançados. Além disso, o “El Kelito” é uma equipe que não tem o hábito de construir o jogo de pé em pé. Muito pelo contrário. O time se sente muito confortável fazendo saídas mais longas e acionando os seus homens de frente.

Nesse contexto, é importante destacar o papel de Molinas. Se posiciona entre os zagueiros na base da jogada e trabalha com os lançamentos longos.

Outro atleta fundamental para o setor ofensivo do River é Pablo Zeballos. O atacante é um jogador que tem muita liberdade para se mover dentro do campo. Dá apoio em zonas mais baixas do campo e ataca as costas dos meio-campistas para receber e gerar jogo. Mesmo aos 35 anos, Zeballos é o jogador mais técnico da equipe paraguaia.

Quando o River conta com a presença de Ignacio Miño, o time ganha qualidade na construção ofensiva. O meio-campista é importante para a circulação da bola e por verticalizar o jogo com passes de rupturas. Inclusive, no duelo diante do 12 de Octubre pelo Apertura, a conexão Miño-Zeballos foi fundamental para a equipe criar as situações ofensivas.

Conexões entre Miño e Zeballos – entrelinhas

O River também pode ser uma equipe que marca com blocos mais baixos para fazer a recuperação e atacar com campo aberto. Contra o Guaireña, o time tinha o placar agregado ao seu favor e apostou nessa estratégia. Tanto que dois dos quatro gols do time na partida saíram desta forma.

A transição ofensiva não é a das mais eficientes. Porém, o time sabe aproveitar essas situações quando tem um contexto favorável.

Terceiro gol e transição ofensiva

FASE E TRANSIÇÃO DEFENSIVA:

Em fase defensiva, o River Plate do Paraguai apresenta alguns problemas. Na maior parte do tempo, o “El Kelito” marca em blocos médios num 4-4-2. Porém, a equipe pode alterar a sua formação de acordo com as situações das partidas.

No jogo da volta contra o Guaireña, o time paraguaio marcou em um 4-3-3 com blocos mais altos (o posicionamento de Marcelo González era determinante para essa alteração) e também em um 4-1-3-2 – com o volante Molinas sendo o responsável por ficar entre as linhas de marcação.

Mas, mesmo com as variações, o 4-4-2 é mais constante. O River do Paraguai não tem tanto o costume de marcar pressão e adiantar os seus blocos para impedir a construção ofensiva dos times adversários. No entanto, em algumas ocasiões, Molinas e Quiñonez deixam os seus setores e saltam para pressionar em uma faixa mais avançada do campo.

Saltos de pressão de Molinas e Quiñonez.

Pior defesa do Apertura, o River Plate possui dificuldades com o seu sistema defensivo. Uma das principais questões é a falta de abordagem e de pressão no portador da bola.

No duelo contra o Guarani pelo Campeonato Paraguaio, o “El Kelito” teve problemas para pressionar e encurtar os espaços no centro do campo.

Com tempo para pensar e tomar as melhores decisões, os jogadores do Guarani conseguiam acionar os seus companheiros no entrelinhas e criar situações de perigo.

Entrelinhas – Guarani e Guaireña

Outra situação que tem causado alguns problemas para o River Plate é a proteção da área em jogadas pelo alto. Seja em cruzamentos frontais, da linha de fundo ou também da intermediária. A equipe paraguaia encontrou dificuldades de impedir essas jogadas nos últimos jogos disputados.

Dificuldade em defender a área pelo alto

DESTAQUES INDIVIDUAIS:

Pablo Zeballos (ATA): O atacante é a grande referência ofensiva do time. Joga como um “segundo atacante” e tem muita liberdade para se movimentar no campo. Oferece apoio em zonas mais baixas do campo, ocupa entrelinhas e tenta gerar jogo.

Marcelo González (MD): É o atleta mais incisivo do time paraguaio. Tem velocidade para conduzir a bola e utiliza mudanças de direções para superar os seus marcadores. González pode causar incômodo para Fábio Santos no setor esquerdo defensivo.

Molinas (VOL): É um dos principais responsáveis pela construção ofensiva do River Plate do Paraguai. Como o time utiliza muito a saída direta, Molinas tem a função de se posicionar entre os defensores e trabalhar com essa bola mais longa. Além disso, o jogador conta com uma boa imposição física para sustentar os duelos no centro do campo.

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