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Nascido em 1988, Germán Cano, 33, tem 1,77m de altura e é destro. Antes de desembarcar em São Januário no fim de 2019, o argentino defendia o Independiente Medellín. Pelo clube colombiano, fez 196 jogos e marcou 129 gols, máximo goleador da história.

Cria das canteras do Lanús, Germán Cano atuou em 45 partidas pelo Vasco da Gama e anotou 23 tentos, uma média de quase um gol a cada dois compromissos. Desses, 13 foram no Brasileirão 2020.

COMO FORAM OS GOLS DO CANO?

  • 10 gols com a perna direita e 3 com a esquerda
  • 7 dentro da pequena área e 6 dentro da grande área (nenhum de fora)
  • 9 marcados com apenas um toque na bola e 4 com dois ou mais

Os números nos ajudam a entender que Cano tem facilidade para encontrar o caminho das redes com apenas um toque. Além da boa finalização, isso revela bom senso de urgência, ou seja, o entendimento de que é preciso concluir rapidamente. Além disso, finalizar de primeira pede bons posicionamento e orientação corporal.

CONFIRA COMO JOGA O ATACANTE DO VASCO

Cano é isso, um grande finalizador. Seria um erro esperar grande participação dele na criação. Mesmo sendo associativo na entrada da área, o camisa 14 possui uma média de pouco menos de 15 passes por jogo pelo Vasco. Ele precisa ser alimentado.

O atacante se sobressai no Brasileirão. Ele foi responsável, com participações em gol, por 28 dos 36 pontos do Vasco. Mesmo inserido em um contexto complexo e em diferentes ideias de jogo (foram quatro treinadores na temporada), ele nunca deixou de ser referência técnica do time.

Tudo isso com poucos chutes. Nos primeiros 20 jogos que fez no Brasileirão, Cano finalizou 42 vezes, uma média de 2,1 por partida. Com o a chegada de Luxemburgo, a média subiu. Em cinco jogos ele concluiu 18 vezes, média de 3,6 por partida, e fez dois gols.

No que diz respeito a um possível encaixe no Corinthians de Mancini, não existe muito mistério: Cano seria o tradicional “camisa 9”, que gera finalizações e acrescenta profundidade por dentro, abrindo espaços também para aqueles que vêm de trás.

Porém, é importante destacar: apesar de ocupar a mesma posição que Jô, Cano detém características diferentes. O funcionamento do Corinthians seria outro com a chegada do argentino. Alguns ajustes precisariam ser feitos.

Quanto à viabilidade do negócio, sabe-se que a situação financeira do Vasco é ruim e que a saída do artilheiro já foi ventilada. Mas, com a melhora recente do time, as chances caíram. Com contrato até o fim de 2021, Cano custaria algum dinheiro, especialmente se o Vasco não cair.

Supondo um possível rebaixamento e a queda de valor gerada pela idade de Cano, mais um fator precisa ser observado: o número de estrangeiros. O Corinthians conta, hoje, com Bruno Méndez, Cantillo, Araos, Otero e Cazares.

Análise feita por Pedro Ferri

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