O Corinthians foi à São Caetano do Sul, no Estádio Anacleto Campanella, para enfrentar o principal time da cidade. No retrospecto, o São Caetano sempre foi uma pedra no sapato do Corinthians, acumulando 13 vitórias para cima do Timão, enquanto o alvinegro soma apenas 12. No entanto, nos últimos jogos, o retrospecto do Corinthians melhorou, e hoje não foi diferente, apesar do desempenho lamentável.


Escalação do São Caetano: Luiz, Tony, Lucas Dias, Carlos e Daciel; Luiz Felipe e Charles; Willian Amorim, Guilherme e Diego Cardoso; Carlinhos
Técnico: Wilson Júnior

Escalação do Corinthians: Cássio, Fagner, Jemerson, Gil e Bruno Méndez; Gabriel, Otero, Rodrigo; Luan e Mateus Vital; Jô. Técnico: Vagner Mancini

A ESCALAÇÃO

O treinador Vagner Mancini está desde o começo da atual temporada reforçando sobre a necessidade do uso das categorias de base, devido ao calendário apertado do futebol brasileiro e a estratégia de redução de gastos da diretoria corinthiana. No entanto, a escalação inicial diante do modesto São Caetano vai de encontro com o discurso.

Mesmo com DEZESSEIS desfalques, Mancini optou apenas por Rodrigo, da base, entre os titulares. As expectativas geradas em Guilherme Biro, Gabriel Pereira, Antony, entre outros, foram substituídas pelo ótimo, porém improvisado Bruno Méndez, e pelos atacantes Luan e Jô, respectivamente.

Independente de resultados e desempenho, algo a pontuar é que o discurso não bate com as escolhas. Fora isso, o suspenso Cantillo teve sua vaga tomada por Otero, uma escolha singelamente contestável no meio-campo corinthiano.

PRIMEIRO TEMPO EQUILIBRADO

De início, realmente comprovou-se a ideia de Otero por dentro, ao lado de Gabriel, enquanto Mateus Vital era mantido no lado esquerdo. As primeiras investidas mais perigosas do jogo foram do São Caetano, como em uma boa defesa de Cássio aos 2 minutos e um cabeceio perigoso de Lucas Dias aos 15.

A partir dos 18 minutos, com estopim em uma brilhante jogada de Rodrigo, o Corinthians ganhou confiança e melhorou. Ocupou o campo de ataque, as combinações entre o garoto e Mateus Vital apareceram mais, Fagner buscou participar ofensivamente e ligeiras chances surgiram.

Jô, por sua vez, desperdiçou duas possíveis chances de gol. Aliás, um ponto negativo da primeira etapa foi a ocupação de espaço de Jô e Rodrigo, ambos se chocavam a todo tempo no mesmo setor. A solução para isso? Tirar um dos dois e optar por um Gabriel Pereira, que estava no banco.

No fim da etapa, a equipe achou um gol de bola parada, com Bruno Méndez. O venezuelano Otero cruzou e o uruguaio Bruno testou firme para o fundo das redes, o primeiro gol do zagueiro no clube. Apesar disso, primeiro tempo muito pobre em volume e criatividade, por parte do alvinegro paulista.

SEGUNDO TEMPO DO SÃO CAETANO

Na segunda etapa, Vagner Mancini optou por voltar sem mudanças, seja de peças ou em estrutura e ideias. Para não falar que não houve mudanças, Rodrigo permanecia mais pela direita nos primeiros 15 minutos, guardando posição. E nesses quinze minutos, nada de novidades, e 60% de posse de bola do adversário.

Ligações diretas em excesso, pouca paciência e apenas uma jogada deu certo, a utilização da profundidade de Gabriel com os passes de Luan. Mesmo assim, sem conversões em gols ou chances claras. O ritmo do jogo que no primeiro tempo era ruim, no segundo se tornou ainda pior.

Após meia hora apática da equipe, Vagner Mancini optou por Vitinho e Gabriel Pereira, nas vagas de Luan e Rodrigo. Ou seja, para colocar os dois da base, tirou um deles. Nesse meio tempo, Jô fazia uma partida muito abaixo e ficou em campo até o minuto final.

Fagner exausto, também saiu. Entrou João Victor. A última substituição foi a entrada de Antony, na vaga de Vital, aos 45 minutos da segunda etapa. E durante o segundo tempo todo, não tivemos jogo proposto pelo Corinthians. Volume, paciência, toques curtos, criatividade e chances claras foram aspectos que não vimos acontecer.

A conclusão desse jogo é desanimadora. O contexto de desfalques era desfavorável, o gramado não ajudou, mas o Corinthians não fez por merecer mais do que esse 0-1. Inclusive, faz tempo que a equipe de Vagner Mancini não apresenta um futebol digno do torcedor se orgulhar.

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