O mundo ideal é onde tudo ocorre de maneira perfeita, conforme tudo aquilo que planejamos. No Corinthians, para a temporada 2021, o mundo ideal seria: aumentar as receitas, sanar diversas dívidas, dar mais chances à base tendo uma espinha dorsal formada por experientes que segurassem a barra, enquanto os jovens se firmar. Porém, é justamente nessa última parte que o clube deixa a desejar.

Em todos os setores do elenco, o alvinegro possui jovens que demonstram potencial, alguns deles inclusive já estão conquistando espaço na equipe principal, como Matheus Donelli e Rodrigo Varanda. Ao lado de Mateus Vital e Bruno Mendez, esses jovens chamam a responsabilidade nesse início de temporada. Isso acontece pois aqueles que deveriam puxar o time para cima, são justamente os que fazem o nível cair.

Dos jogadores acima de 30 anos, apenas Fagner e Fábio Santos tiveram destaque recente e regularidade na equipe, principalmente o lateral-direito. Os demais estão todos abaixo do que já mostraram.

Cássio não fez um bom Brasileirão, Camacho é pouco útil no elenco, Gil fez uma temporada bastante abaixo e Jô impressiona negativamente pela sua condição física e técnica. Além desses citados, jogadores com mais experiência como Luan, Otero e Ramiro não correspondem a toda confiança e ao investimento.

Esse grupo de atletas deveria formar uma sustentação capaz de manter a equipe competitiva e dar aos jovens a tranquilidade necessária, a fim de auxiliar em suas entradas e dar tempo ao desenvolvimento. Contudo, as más atuações dos experientes obrigam os jovens a acelerar seu processo de evolução, pois precisam assumir uma bronca que não deveria ser deles. E aí que entra o fator Vagner Mancini.

Continuar ou não apostando em que não vem rendendo?

Uma das principais críticas feitas pelo torcedor corinthiano ao técnico, se trata da insistência em jogadores que – em campo – não fazem por merecer tamanha confiança, em detrimento à grande espera na entrada dos jovens.

Entendo que as coisas podem não ser simples assim, como às vezes parece aos olhos do torcedor, pois uma escalação com 8 ou 9 atletas que não possuem tanta experiência no profissional, em clube como o Corinthians pode acabar pulando etapas e prejudicando os próprios garotos.

O clube possui alguns exemplos recentes disso: Guilherme Mantuan, Léo Santos e Carlos Augusto. Todos esses mostraram ter qualidades, mas oscilaram como o esperado para a idade e acabaram sendo fritados por parte da torcida. Uns mais, outros menos.

Ao mesmo tempo, ninguém pode ter lugar cativo dentro do time titular e não dá para esperar tanto tempo para que alguns nomes voltem a mostrar o nível do passado. Isso piora quando refletimos que eles prejudicam o desempenho coletivo e possuem como concorrência jovens ansiosos por oportunidades e afirmação.

E o sucesso a longo prazo do Mancini no comando do Corinthians passa bastante por isso: se ele vai ter coragem suficiente para colocar nomes mais experientes como Gil, Otero, Ramiro e Jô (talvez até Fábio Santos no futuro) no banco de reservas – devido aos níveis de desempenho desses atletas – em prol de utilizar Bruno Méndez, Rodrigo, Xavier, Gabriel Pereira, Cauê, entre outros como peças importantes no elenco, sejam substitutos ou titulares.

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