No último dia 20/06 o Corinthians foi a campo em jogo válido pela 5ª rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Bahia. Com algumas mudanças como a entrada de Jô no lugar de Luan e Ramiro na vaga de Gustavo Mosquito, o time foi a campo sem mudanças táticas.

PRIMEIRO TEMPO: CORINTHIANS PRAGMÁTICO

Assim como nos últimos jogos, a organização já é presença constante nesse Corinthians e novamente a falta de criação também. Com quatro volantes (Ramiro na função do Mosquito), o meio-campo se demonstrava engessado e “pesado”, ainda tendo Gabriel e Roni com certas dificuldades no jogo.

Assim como já pode ser visto, o Corinthians se mantém em bloco médio/baixo em campo, e não arriscava subir essas linhas de qualquer maneira, assim como o Bahia não subia.

E quando subia as linhas, basicamente o time inteiro ultrapassava a linha de meio campo.

Nessa ida para marcar pressão, a equipe passou alguns apuros entrelinhas. Com Roni e Gabriel, dois jogadores mais centrais pressionando, um grande espaço era aberto e Mateus Vital junto à Cantillo tinham de interceptar a bola no meio campo, o que acabava sobrecarregando tais jogadores na transição defensiva.

Reprodução
Roni e Gabriel sobem pressão; Espaço nas costas rende o avanço.
Cantillo e Mateus Vital com dificuldades de proteger o passe na entrelinhas do Corinthians / Reprodução
Cantillo e Mateus Vital com dificuldades de proteger o passe na entrelinhas.

O Bahia tinha como foco explorar uma fraqueza desse Corinthians, a bola aérea. Na maioria das jogadas as associações ocorriam pelos lados e a bola final buscava alguém na área para disputa. Dois ou três jogadores marcavam presença na área alvinegra.

Já pelo lado do Corinthians, Mateus Vital foi muito mais acionado se comparado às outras partidas. As jogadas eram feitas pelo lado de Vital, mas faltavam mais aproximações para progredir a bola com qualidade. Jô era o jogador para segurar o atacante de costas para o gol adversário.

Trabalhando a bola, foi mais um jogo de poucas aproximações no meio-campo e a bola sendo trabalhada em “U”. Isso já era esperado, visto os meio-campistas escalados e os laterais presos.

Apenas com 37’ de jogo, Fagner subiu e chegou ao ataque. O lateral é um dos jogadores mais ofensivos e que causam mais danos à defesa adversária quando pisa no ataque, é indefensável que Sylvinho prenda o jogador como está fazendo.

Foi um 1º tempo bem morno em que ambas equipes apenas rodavam a bola sem efetivá-la

Com o final do primeiro tempo ficaram os seguintes pontos:
– Nenhum dos times criou com efetividade;
– Bola sendo trabalhada em “U”;
– Duas equipes que jogam iguais;
– Fagner novamente preso;
– Jogo cansativo.
A bola roda, roda e roda e ninguém progride.

SEGUNDO TEMPO: CORINTHIANS MELHOR

Já no início da segunda etapa pudemos ver algumas mudanças muito positivas em ambas as equipes. O Bahia era um time que propunha ficar mais tempo com a bola na área defensiva Corinthiana, enquanto pelo lado do alvinegro paulista a meta era construir melhor desde sua saída e ser mais efetivo no ataque.

Com 4’, pode ser visto Fagner atacando, gerando dois bons ataques até então. A importância de Fagner fica ainda mais evidente em um jogo no qual Gustavo Mosquito não está em campo, sendo o lateral o ponto crucial para liberar mais os meio-campistas e chegar com muita força no lado direito, explorando bem a profundidade das jogadas.

As roubadas de bola na intermediária funcionam bem nesse início.

Com 15’ Sylvinho resolve mexer. Entra Vitinho para a saída de Roni. Foi uma ótima alteração do treinador, enxerga o problema e altera. A falta de criação ficou nítida com um Corinthians melhor no jogo, Vitinho como interior pela direita e com liberdade para efetuar jogadas. Em uma dessas, quase sofreu um pênalti e finalizou duas vezes.

Espaço no qual Vitinho atuou pelo Corinthians / Reprodução
Espaço no qual Vitinho atuou pelo Corinthians

20 minutos após essa mudança, Sylvinho vai com Adson e Cauê.

Mais mobilidade, fôlego e criatividade nesse time. Sylvinho resolve mexer novamente para buscar a vitória. Isso é um ponto positivo da partida, o técnico percebe a necessidade e muda o time, ainda que tenha mudado tarde.

Porém, Adson foi colocado originalmente em uma função talvez não seja a sua melhor, de extremo pelo lado direito. Ao colocá-lo em campo, Adson pode ter o papel de ponta, mas deve flutuar entre as linhas para que entregue seu máximo rendimento.

E o jogo terminou empatado em 0-0. No primeiro tempo, o Corinthians não atuou tão bem e se mostrou muito preso. No segundo tempo, com a entrada de peças que ajudariam e complementariam o time em campo, foi melhor e gerou mais oportunidades, mas mesmo assim, pouco aproveitou as chances,

O Timão entra em campo na próxima quinta-feira (24), em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro contra o Sport, na Neo Química Arena.

VEJA TAMBÉM:

COMO GUSTAVO MOSQUITO POTENCIALIZA O JOGO DE FÁGNER? 


Deixe uma resposta