Superação: ação de superar, de ultrapassar uma situação desagradável ou ação de vencer, de conseguir a vitória. Em nossas vidas temos situações onde a derrota parece inevitável, porém tiramos força de algum lugar para lutar e virar a situação em nosso favor. Isso não é diferente no futebol. Em seus 110 anos de história, o Corinthians por diversas precisou se superar para conquistar um titulo ou classificação.

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1 – Vs Flamengo em 1984

As quartas de final do Brasileirão de 1984 reservava o encontro de duas equipes históricas do futebol brasileiro: o time da Democracia Corinthiana contra o Flamengo de Zico (atual bicampeão brasileiro). No Maracanã, os gols de Elder e Bebeto deram aos cariocas a vantagem para o jogo de volta, no qual a mídia não acreditava na capacidade do Timão em reverter o 2×0.

Já no jogo da volta, depois de desperdiçar várias chances, aos 32/1T, Biro Biro aproveitou a falha do zagueiro para inaugurar o placar e assim abrir a porteira rubro- negra. Cinco minutos depois coube a Wladimir estufar as redes e deixar o confronto igual. Na volta do segundo tempo foram precisos 15 minutos para a equipe liquidar o confronto, primeiro aos 7 minutos com Edson, que finalizou de primeira após o lançamento de Zenon e o último prego foi dado aos 14 por Ataliba, que completou cruzamento feito por Doutor Sócrates. Essa exibição de gala deu a classificação às semifinais para o Corinthians.

2 – Brasileirão de 1990

O torcedor alvinegro sofria com o fato de nunca ter sido campeão nacional e em 1990 não parecia que seria o fim daquela sina. Só que aquele elenco era especial, eles representavam perfeitamente a raça corinthiana de nunca desistir. Os resultados foram acontecendo e a equipe chegou à fase final, cujo o adversário das quartas foi o Atlético-MG.

O primeiro jogo foi no Pacaembu, mas os visitantes se sentiram em casa e abriram o placar no primeiro tempo, porém na segunda etapa brilhou a estrela de Neto que virou o placar com dois gols e no Mineirão a partida terminou 0x0.

O desafio na semifinal seria o Bahia e o filme se repetiu. Ida no Pacaembu, visitante abrindo o placar e o Timão indo lá virar, primeiro com o gol contra de Paulo Rodrigues e depois mais uma vez Neto decidiu, dessa vez com um gol de falta. Na grande final, logo um Majestoso pela frente, mas o favoritismo do São Paulo não foi suficiente para impedir aquele time que ganhou os dois jogos por 1×0 e deu à Fiel seu primeiro título brasileiro.

3 – Vs Cianorte em 2005

A parceria com a MSI permitiu ao Corinthians montar um time cheio de estrelas para o ano de 2005 e a segunda fase da Copa do Brasil trouxe um confronto na teoria tranquilo, mas que na prática foi um grande tormento. O pequeno Cianorte-PR, do até então desconhecido técnico Caio Júnior, protagonizou uma grande zebra ao enfiar 3×0 no jogo de ida, o que deixou o Timão com a corda no pescoço para a volta no Pacaembu.

Tévez abriu o placar no começo, mas aos 27/1T veio o empate do Cianorte que obrigava o Corinthians a marcar 4 gols para se classificar. A primeira parte da missão foi completada aos 44/1T com o gol de Roger e em um espaço de 7 minutos Tévez e Roger marcaram deixando a classificação a um passo. O ato final desta grande virada veioo aos 34/2T no pé direito de Gustavo Nery, que mesmo todo torto conseguiu mandar a bola para o fundo da rede e levar o Timão às oitavas de final.

4 – Vs Goiás em 2008

O ano de 2008 marcou o inicio da reconstrução corinthiana e uma das melhores lembranças daquele ano foi o duelos das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Goiás, algoz do rebaixamento no ano anterior. Porém, o primeiro jogo não foi de alegrias: a equipe esmeraldina ganhou por 3×1 e um dirigente do clube provocou o Timão dizendo que chupava uva roxa, referência à famosa camisa roxa que era o terceiro uniforme da época.

Isso inflamou ainda mais o elenco que contou com o apoio de 50 mil torcedores no Morumbi para reverter o placar. Foram precisos apenas 30 minutos para o Corinthians atropelar o Goiás com quatro gols marcados por Diogo Rincón (2x), André Santos e Herrera. Após o apito final coube ao goleiro Felipe devolver a provocação dando uma volta olímpica comendo um cacho de uva verde.

5 – Paulistão de 2018

Um é bom, dois é ótimo, mas três é demais! Esse parece ter sido o lema do Corinthians na fase final do Paulistão de 2018. Nas quartas, o adversário foi o Bragantino, que chegou a vencer a partida de ida por 3×1, com Pedrinho diminuindo o estrago no fim com um golaço.

Na Arena uma vitória por 2×0, com gols de Sidcley e Maycon, foi o suficiente para garantir a vaga na semifinal contra o São Paulo. No Morumbi, uma atuação horrível resultou em uma derrota por 1×0 que colocou o Timão contra as cordas.

Na Arena, foi um jogo muito tenso no qual os comandados de Fábio Carille sofreram para furar a retranca tricolor até que o escanteio cobrado por Clayson, aos 47/2T, encontrou a cabeça de Rodriguinho para marcar o gol e levar o jogo para os pênaltis. A estrela de Cássio brilhou com duas defesas e a vaga para a final estava assegurada.

A caminhada ficou ainda mais épica com o Derby na final. O primeiro jogo dessa vez foi na Arena e o 1×0 foi a favor do Palmeiras. O clima de missão impossível tomava conta da semana antes da partida final e a torcida mais uma vez foi decisiva para a reviravolta ao lotar a Arena em uma sexta à noite para dar aquele último apoio no treino aberto.

A esperança ficou ainda mais viva com o gol de Rodriguinho logo no começo, que deixou tudo igual na soma dos placares. Após isso, restou ao Timão segurar o resultado que levou novamente a equipe de Carille para uma disputa de pênaltis.

Cássio consolidou de vez o seu papel de herói nessa história ao defender os pênaltis de Dudu e Lucas Lima. Coube ao Maycon, cria do terrão, a responsabilidade de converter a última cobrança e levar o Bicampeonato estadual para o Parque São Jorge.

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