Essa quarta-feira (22) ficará marcada como o retorno do futebol paulista após a paralisação dos jogos devido ao coronavírus. Sendo assim, logo de imediato teremos um Derby entre Corinthians e Palmeiras na Arena Corinthians, quarta às 21h30, pela 11º rodada no do Paulistão

Nós, do SCCP Scouts, em parceria com o Análise Verdão, fizemos um pré-jogo especial com tudo que você precisa saber sobre as equipes. Como elas vêm para o confronto pelo Campeonato Paulista, pontos fortes, pontos fracos e muito mais.

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Boselli se tornou titular absoluto com Tiago Nunes no começo de 2020

CORINTHIANS

Treinador: Tiago Nunes

Provável escalação: Cássio, Fagner, Gil, Danilo Avelar, Carlos Augusto; Gabriel, Camacho; Ramiro, Luan, Everaldo; Boselli.

O mandante do clássico se encontra em situação crítica na tabela do Campeonato Paulista. Apenas vencendo os dois jogos e contando com dois tropeços do Guarani o Timão avança para a segunda fase pelo grupo D.

Isso mostra como o início de trabalho de Tiago Nunes vem tendo problemas, sobretudo pois estamos falando de um novo modelo de jogo que o técnico está tentando implantar no clube 30 vezes campeão estadual.

Dentre os problemas da equipe, podemos citar a transição defensiva, já que é um time que está se acostumando a jogar com a linha alta. No início é normal acontecer problemas de recomposição ou a pressão logo após perder a bola não ser realizada de forma eficiente. Entre os quatro grandes, o Timão foi quem mais tomou gol (10) e teve apenas dois jogos sem ser vazado.

Além disso, um ponto que chama atenção é o posicionamento dos pontas durante a fase ofensiva, já que eles centralizam e abrem o corredor para os laterais. Isso pode gerar vantagens, mas jogadores como Everaldo e Janderson não possuem características compatíveis com esse posicionamento e por vezes sofreram assim, ocasionando em muitas perdas de posse de bola que geravam contra-ataques para os adversários.

Um dos grandes desafios de Tiago Nunes também é dar objetividade para a posse de bola da equipe. Com zagueiros que não se caracterizam por serem construtores, muitas vezes a saída de bola foi pouco produtiva e o time não conseguia “quebrar” as linhas de marcação do adversário.

Dito os principais problemas da equipe, é hora de falar dos aspectos positivos desse início de trabalho. A dupla Victor Cantillo e Camacho conseguem ditar o ritmo do meio-campo, auxiliando inversões de bola, passes verticais e controle de jogo com passes mais curtos.

A ausência de Cantillo nesse retorno será muito sentida pelo time, já que ele era o responsável por conectar o Fagner pelo lado direito via inversões de jogo. Esse mecanismo foi a principal jogada ofensiva do time até aqui.

Por falar em Fagner, como já falamos por aqui, sua temporada vem sendo excelente. Na equipe, ele é o líder em: passes para finalização (37), cruzamentos certos (34), desarmes (31) e interceptações (16). Além disso, é o líder de assistências no campeonato, com 4.


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Dito isto, a expectativa é que o Corinthians siga seu modelo de posse de bola (segunda maior média do campeonato) e tente furar a defesa do Palmeiras. A ausência de Cantillo provavelmente será muito sentida e a saída do Pedro Henrique pode ser um problema a curto prazo, já que ele é quem mais estava familiarizado com o trabalho do Tiago.

Para o jogo, o último treino antes da partida mostrou que a tendência é Tiago Nunes seguir com a ideia que ele teve durante a segunda etapa da partida contra o Ituano (último jogo antes da parada). Com Carlos Augusto sendo titular, o esperado é que o time ataque com três zagueiros (Carlos pela esquerda, Danico Avelar por dentro e Gil pela direita).

Assim, Everaldo poderia ficar encarregado por abrir o campo pela esquerda e Fagner faria o mesmo pela direita. Pelo meio, Camacho e Gabriel coordenariam a saída de bola enquanto Luan teria liberdade para circular pelo campo.

Uma nota importante para esse retorno é a volta de Ramiro aos gramados, já que ele se lesionou ainda na terceira rodada contra a Ponte Preta e vinha sendo uma grata surpresa, dando dinamismo ao setor direito do campo e se entendendo muito bem com Luan, seu parceiro desde os tempos de Grêmio.

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PALMEIRAS

Treinador: Vanderlei Luxemburgo

Provável escalação: Weverton; Menino, Felipe Melo, Victor Hugo e Viña; Bruno Henrique, Ramires e Veiga; Willian, Rony (Scarpa) e Luiz Adriano.

Texto em parceria com o Análise Verdão

O Palmeiras chega para o Derby e para o segundo semestre com muitas dúvidas. Nesse sentido, o clássico servirá para responder algumas delas. A maior questão a ser resolvida, certamente, é a dinâmica ofensiva sem Dudu. Melhor jogador da equipe nos últimos cinco anos, ele partiu para o Catar e deixou uma vaga em aberto no time titular.

Dudu vinha fazendo uma função para a qual o elenco do Palmeiras não oferece uma substituição com as mesmas características. Jogando atrás do centroavante, o antigo camisa 7 circulava por todas as faixas do campo, aliando velocidade e uma capacidade imensa de criação. Nas estatísticas, sua maneira de jogar se traduziam em 2.3 passes decisivos por partida e 57.5 toques na bola no Paulistão.

Time titular do Palmeiras antes da pausa do futebol. Foto: Análise Verdão via TacticalPad

Saber quem deverá iniciar a partida no lugar do “Baixola” é difícil até para a imprensa, que não pode ir à Academia de Futebol cobrir os treinos. Contudo, Vanderlei Luxemburgo já afirmou que, por mais que as mecânicas possam mudar, os princípios de jogo seguem os mesmos. Por isso, podemos esperar um Palmeiras agressivo após a perda da bola e vertical com ela, não perdendo a oportunidade de atacar espaços que venham a aparecer. 

O Alviverde tem outras dúvidas na escalação. O contrato de empréstimo de Gustavo Gómez acabou e seu compromisso definitivo ainda não foi registrado. Dessa forma, Vitor Hugo deve substituí-lo. Na lateral direita, Marcos Rocha está suspenso e, consequentemente, Mayke e Gabriel Menino brigam pela titularidade. Já no ataque, Rony está suspenso pela FIFA por irregularidades na sua saída do Albirex Niigata, do Japão, para o Athletico. Seus advogados entraram com recurso e aguardam efeito suspensivo. Assim sendo, sua presença é incerta.

Os setoristas apontam uma possível escalação com Weverton; Gabriel Menino, Felipe Melo, Vitor Hugo e Matías Viña; Ramires, Bruno Henrique e Raphael Veiga; Willian, Rony (Scarpa) e Luiz Adriano. Nesse cenário, Raphael Veiga daria mais pausa a equipe, uma vez que tem o dobro de passes no campo de defesa em relação a Dudu e circula por regiões mais recuadas. Lucas Lima, que deve ficar no banco, já recuperado da COVID-19, é mais participativo e cria mais chances que Veiga, portanto, a chance dele entrar durante o jogo é grande.

Possível time titular do Palmeiras, com as dúvidas. Imagem: Análise Verdão/ Via TacticaPad

Uma opção a Veiga seria a entrada de Patrick de Paula ou Gabriel Menino no meio de campo. Os dois meio-campistas revelados no Palmeiras oferecerem maior intensidade e combatividade ao time, porém trabalham mais longe da área. Zé Rafael também poderia estar na briga. Com 62 toques na bola por partida, é o meia mais participativo depois de Dudu, porém com menos passes decisivos e atuando um pouco mais recuado.

Se Rony for liberado, ele deve ganhar a vaga no setor ofensivo. Caso o clube não consiga o efeito suspensivo, Gustavo Scarpa se torna a primeira opção de Vanderlei. Há também a possibilidade de Luxemburgo optar por manter o esquema de 4 atacantes implementado antes da paralisação. Se acontecer, William, artilheiro do Palmeiras no ano, com 8 gols, poderia ser centralizado, jogando ao lado de Luiz Adriano, vice-artilheiro do time, com cinco tentos. O “Bigode” possui uma excelente finalização, muita mobilidade e inteligência para aproveitar os espaços gerados pelo camisa 9 palmeirense. 

Gabriel Verón se lesionou no últimos treinos antes do jogo e é desfalque. Assim sendo, a chance pode cair no colo de Wesley. Após disputar a Série-B pelo Vitória, em 2019, ele foi reintegrado ao elenco palestrino. Ele é um ponta de velocidade, que se destaca no mano a mano e, mesmo tendo jogado apenas 80 minutos no Paulistão até o momento, já tem uma assistência. 

De qualquer forma, o que se via antes da parada era uma equipe muito móvel, veloz, que buscava jogar com a bola no chão e acelerar sempre que possível. Ainda assim, a letalidade nas transições, presentes desde os tempos de Cuca, não se perdeu. O Palmeiras foi melhor que a maioria de seus adversários, perdeu apenas uma partida no ano e está com 100% de aproveitamento na Libertadores.

Porém, a falta de ritmo e pouco tempo de trabalho de Luxemburgo pode atrapalhar a equipe a desenvolver um jogo fluído. Se houver um vencedor no dérbi, ele provavelmente terá conquistado o triunfo em uma partida de pouca inspiração técnica e coletiva.

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