Neste domingo (2), o Corinthians venceu o Mirassol pelo placar mínimo na Arena Corinthians e se classificou para a grande final do Campeonato Paulista, na qual o adversário vai ser o rival Palmeiras.

Em Itaquera, o jogo foi duro, como era esperado. O Timão conseguiu fazer um bom jogo contra o RB Bragantino baseado-se na marcação alta da equipe de Bragança, que com essa estratégia deixava espaços em seu campo de defesa e os comandados de Tiago Nunes conseguiam explorá-los.

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Já o Mirassol veio com uma proposta mais defensiva, de limitar espaços e jogar de forma compacta. No primeiro tempo, tiveram um considerável êxito.

O Corinthians teve 69% de posse de bola, mas finalizou apenas 3 vezes à meta de Kewin, e nenhuma no alvo. Os números ajudam a explicar como o alvinegro teve uma posse improdutiva em muitos momentos. Com Gabriel e Éderson jogando juntos, falta alguém para ajudar com passes verticais na base da jogada (região próxima dos zagueiros), já que nenhum dos dois volantes possuem essa característica.

Nesse sentido, vale destacar a iniciativa que Danilo Avelar e Gil tiveram em muitos momentos, buscando esses passes profundos, que levam o time ao ataque. No jogo, Avelar e Gil acertaram 7 bolas longas cada, o que é um número satisfatório, apesar de a execução não ter sido perfeita.

Cássio fez grande defesa em cobrança de falta do Mirassol (Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians)

Os grandes momentos do Timão na primeira etapa saíram do lado direito, quando Fagner e Ramiro conseguiram dialogar com dobradinhas e o cruzamento acontecia. Jô, que foi uma arma essencial no jogo de quinta, foi mais discreto e recebeu menos bolas.

Outro fator que chamou atenção foi a pouca utilização do meio-campo para a criação de jogadas, passando muito pela incapacidade de Luan em dar sequência às jogadas, apesar da movimentação característica.

Pelo lado dos visitantes, tiveram pouco campo para correr e sofreram com uma transição defensiva mais eficiente por parte do Corinthians. Conseguiram levar perigo em cobrança de falta de Juninho, para excelente defesa de Cássio.

Para a segunda etapa, o cenário da partida se intensificou ainda mais. O Corinthians conseguiu se estabelecer ainda mais no campo de ataque, liberando de vez Carlos Augusto pela esquerda para fazer a dobradinha com Mateus Vital. O setor esquerdo passou a ter mais protagonismo, tanto que o lance da expulsão de Juninho foi em cima do Carlos, que vinha sendo mais acionado.

Tiago Nunes vive sua melhor fase no Corinthians e agrada a torcida
Tiago Nunes vive sua melhor fase no Corinthians e agrada a torcida (Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians)

Logo depois, o Tiago fez duas alterações ofensivas, com o propósito de pressionar ainda mais o Mirassol, com um jogador a menos. Janderson entrou para o lugar de Ramiro e Sidcley veio no lugar de Carlos, que se machucou no lance da expulsão.

Com Janderson, a equipe passou a ter mais flexibilidade de movimentação pela direita, já que ele muitas vezes abria o campo e o Fagner fazia o movimento de atacar por dentro. Já Sidcley foi mais uma tentativa de dar profundidade pela esquerda, aproveitando o espaço deixado por Vital, que caía mais por dentro.

Resultado disso foi o Corinthians ocupando todo o campo de ataque e chegando ao gol em mais uma finalização de rara felicidade do Éderson, que teve liberdade para o arremate.

Assim, com o jogo dominado, o time ainda manteve a posse de bola e Tiago Nunes levou a campo Ángelo Araos, que entrou na vaga de Luan. O chileno mais uma vez entrou bem e conseguiu se destacar conduzindo o time ao campo de ataque e finalizando em direção ao gol.

Nos minutos finais ainda entrariam Léo Natel e Camacho para as vagas de Vital e Éderson, respectivamente. Pouco agregaram.

Para finalizar, o Corinthians teve 80% de posse e 12 finalizações na segunda etapa, o que mostra como o time teve mais volume e conseguiu agredir o adversário, que finalizou apenas 4 vezes. A expulsão ajudou o jogo a tomar esse caminho, mas antes o Timão já estava encurralando a equipe do interior.

Como saldo final, pode-se dizer que foi um desempenho aceitável da equipe. Dificuldades naturais para furar uma boa defesa e na etapa final o time foi conseguindo criar alternativas para desenvolver seu jogo.

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