Nesta quarta-feira (17), às 21h30, no Estádio Municipal Cornélio de Barros Muniz, o Corinthians faz a sua estreia na Copa do Brasil diante do Salgueiro, equipe comandada pelo técnico português Daniel Neri. Como não poderia ser diferente, o SCCP SCOUTS preparou um material sobre tudo que você precisa saber a respeito do nosso rival: provável escalação, pontos fortes e fracos, destaques individuais e muito mais.

Daniel Neri faz um bom trabalho com a equipe do Salgueiro. Campeão do Campeonato Pernambucano de 2020, o técnico português está na sua terceira temporada no clube.

Na atual campanha, o Salgueiro é o segundo colocado do estadual com 100% de aproveitamento. São seis pontos conquistados em duas rodadas. Além disso, o time está na quinta posição do Grupo B da Copa do Nordeste. Inclusive, o Carcará vem de vitória diante do Santa Cruz pela competição.

PROVÁVEL ESCALAÇÃO DO SALGUEIRO PARA O JOGO CONTRA O CORINTHIANS:

Provável escalação do Salgueiro, segundo o globoesporte.com. (Foto: buildlineup.com)

SAÍDA DE BOLA:

Na saída de bola, a equipe do técnico português Daniel Neri faz algumas variações. Mas na maior parte do tempo o Salgueiro se estrutura com uma saída de 3+1. Um dos volantes (Bruno Sena ou Moreilândia) se posiciona entre os zagueiros e o outro aparece como opção de passe à frente da primeira linha.

Os laterais podem avançar no campo para gerar amplitude ou permanecer em zonas mais baixas do campo. Os posicionamentos variam de acordo com os atletas que são escalados e com as situações específicas do jogo.

Foto: Reprodução
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Bruno Sena é o meio-campista que mais faz essa função entre os zagueiros. O camisa 5 é muito importante para a construção ofensiva do clube pernambucano. Além de construir na saída de três, o jogador tem boa leitura para ocupar as costas da primeira linha de pressão, receber e verticalizar o jogo com passes de ruptura.

Foto: Reprodução

No entanto, quando o time é pressionado no seu campo de defesa, a saída direta acaba sendo uma outra opção. Os zagueiros tentam acionar os atacantes com as bolas longas para a equipe sair de forma mais “segura”.

FASE E TRANSIÇÃO OFENSIVA:

Em fase ofensiva, o Salgueiro parte de um 4-2-3-1. Moreilândia e Bruno Sena ficam mais próximos da base da jogada, seguidos do trio de meio-campistas e da referência. No entanto, vale destacar a importância dos dois volantes para a saída e transição ofensiva do Carcará.

Trabalham sempre próximos no centro do campo, fazem combinações curtas no setor, acionam os companheiros com inversões e com passes entre as linhas de marcação do time adversário.

Foto: Reprodução
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Porém, os meio-campistas que atuam em faixas mais avançadas do campo também têm liberdade para se aproximar da base da jogada e gerar jogo. Cássio Ortega e Aruá são jogadores que se deslocam e oferecem apoio para que o Salgueiro tenha sequência com a posse.

Aruá também apresenta muita mobilidade para cair no setor da bola. O meio-campista do Carcará sempre tenta buscar o jogo e ser associativo.

Foto: Reprodução

Mesmo com algumas ideias estabelecidas, o Salgueiro tem dificuldade para acelerar o jogo. A equipe pernambucana depende muito das ações de Moreilândia e Bruno Sena. Se o Corinthians souber neutralizar os dois homens de meio-campo, o Carcará terá problemas para criar situações ofensivas.

FASE E TRANSIÇÃO DEFENSIVA:

Em fase defensiva, o Salgueiro se comporta em um 4-1-4-1. Porém, dificilmente a equipe sobe os seus blocos de marcação e faz encaixes individuais para limitar a saída de bola do time adversário. Tanto nos jogos contra Bahia (Copa do Nordeste) e Sport (Campeonato Pernambucano), o time de Daniel Neri se posicionou na altura do meio-campo e “deixou” o adversário sair.

Foto: Reprodução

Com os blocos médios, o Salgueiro faz uma marcação por zona com momentos de pressão no setor da bola. O objetivo também é cortar as linhas de passes e preencher bem os espaços no meio-campo.

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Mas em alguns momentos, os meio-campistas trabalham com perseguições individuais e saltam em zonas mais avançadas do campo para pressionarem os portadores da bola. Principalmente Bruno Sena e Moreilândia.

Contudo, para executar essa estratégia, o balanço defensivo precisa ser bem feito. Se os espaços deixados pelos meio-campistas que avançam não são ocupados, o meio-campo fica descoberto e os adversários têm liberdade para atacar naquele setor. Os movimentos precisam ser coordenados e os reajustes também.

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A transição defensiva do Salgueiro apresenta alguns problemas. No jogo válido pela Copa do Nordeste, o Bahia soube aproveitar muito bem as jogadas de transição rápida pelo lado direito defensivo do Caracá.

Na ocasião, Dadinha foi a opção do técnico Daniel Neri como lateral-direito. Apesar de ser importante no apoio, o jogador teve dificuldades para fazer a recomposição. Por conta disso, em muitos momentos os zagueiros que não são tão rápidos (Léozão e Elenílson) ficavam de mano a mano com jogadores de velocidade.

Foto: Reprodução
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DESTAQUES INDIVIDUAIS DO SALGUEIRO:

Bruno Sena (VOL): Além de ser combativo sem bola e ter intensidade para pressionar o portador da bola, o volante é o grande responsável pela construção ofensiva do time. Auxilia na saída de três, se posiciona trás da primeira linha de pressão e tem capacidade para quebrar blocos de marcação com passes verticais.

Moreilândia (VOL): O meio-campista também é mais um bom nome do Salgueiro. Distribui bem o jogo, trabalha com inversões e acha os seus companheiros com passes entre as linhas de marcação.

Léozão: Além de ser importante para o sistema defensivo, o zagueiro é fundamental para o Salgueiro ofensivamente. Léozão é o artilheiro do clube na temporada com quatro gols marcados em cinco jogos. Bom tempo de bola e posicionamento em situações de bolas paradas.

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