Após o derby no sábado, o Corinthians foi a campo enfrentar o Red Bull Bragantino, em jogo válido pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Timão entrou sem mudanças táticas e na sua formação.

PRIMEIRO TEMPO EQUILIBRADO

O Corinthians se mostrou bem compacto em sua defesa já no início do tempo, assim como era esperado. Quando não tinha a bola, se defendia em bloco baixo e médio, sabendo do poderio ofensivo do adversário. Já quando tinha a posse, a instrução de Sylvinho era para a equipe construir com paciência, pelo chão, mas a equipe apresentou dificuldades nesse sentido.

Essa dificuldade ocorre muito por conta da força e intensidade do Red Bull Bragantino no ataque, muito intenso e concentrado no jogo, além de uma total dominância no meio campo durante a partida. Após alguns minutos de jogo, o Corinthians foi se soltando, saltando levemente a pressão e buscando mais oportunidades.

Aos 19’ sai o gol corintiano. Roni balança a rede após uma jogada muito bem trabalhada em rotação. Zagueiros participaram, Vital tabela com Fábio Santos, inversão de jogo para Gustavo Silva e Roni infiltra para marcar.
Um fator importante para esse gol foi a “atração” causada pela equipe Corintiana, que leva a equipe de Bragança para um lado do campo, inverte o jogo para achar o ponta livre em amplitude no lado fraco da jogada.

Após o gol, o Corinthians deixou de propor o jogo e passou a não ter mais a intensidade e dinâmica que teve até o momento do tento, o que foi fatal nor resultado. O Bragantino cresceu no jogo, conseguiu furar os bloqueios e cansar a defesa corinthiana.

Uma correção muito importante nesse Corinthians é a pressão efetuada nos dois primeiros confrontos contra o Atlético GO. A marcação gera o incômodo e não escancara os espaços no meio. E essa melhora na pressão forçava o time de Bragança a utilizar bolas longas, o que não é um ponto forte do oponente.

SEGUNDO TEMPO DO RB BRAGANTINO

Logo nos primeiros momentos do 2º tempo é retomado o bloco baixo e dessa vez o objetivo era a roubada de bola na intermediária.

Mas, se colocando em bloco baixo com foco na armação rápida após roubar a bola, o time necessita de dinâmica, de aproximação e apoio do falso 9, algo que claramente não ocorreu.

Luan foi muito mal na partida e é um jogador que efetua uma função muito importante neste modelo de jogo, o camisa 7 bem e participativo é fundamental para a construção ofensiva.

O falso 9 deve flutuar entre as costas dos volantes e não se manter colado aos zagueiros. Luan claramente não tem mais a agilidade e intensidade para realizar esta função. O Red Bull Bragantino nos primeiros 5′ do 2° tempo conseguiu furar a linha defensiva corinthiana em busca do gol e em uma bola lançada na área empatou.

E desse momento para frente o time do Parque São Jorge se demonstrou perdido em campo e dominado, teve problema em conter a posse, e quando continha, não gerava jogo, nem aproximação. Nisso o Bragantino rouba a bola e se utiliza da posse para domínio do confronto.

Outro ponto é que Gustavo Silva segue sendo o ponto mais forte ofensivo da equipe, mas, a partir do momento que o Corinthians depende apenas dele lá na frente, torna-se um time previsível.

Um negativo claro desse Corinthians: a bola parada. Tanto ofensiva como defensiva, a bola parada é um problema gigante nesse time.

Defensivamente sempre sofre em bolas paradas, seja fechada na primeira trave ou aberta no meio da área. Ofensivamente não consegue levar o mínimo de perigo ao gol adversário. Fácil de prever e neutralizar a bola longa na segunda trave.

Precisando sair para jogo, o time carece de qualidade para troca de passes e de apoio no meio campo e ataque, e Sylvinho escolhe por Léo Natel no lugar de Luan. Logo depois, Natel se lesiona e entra Ramiro. Definitivamente, não é fácil de entender o que Sylvinho pensou.

E o time de Bragança consegue empatar após um gol que – apesar de duvidoso por conta de uma possível falta em João Victor, saiu após falha do zagueiro.

O Massa Bruta fez um jogo melhor e mais competitivo, soube controlar o jogo e é claramente um trabalho em estágio mais avançado que o do Corinthians. O alvinegro paulistano se recusou a propor e equilibrar o confronto. Resultado justo.

Agora o Corinthians terá jogos bem complicados pela frente, em uma sequência do Campeonato Brasileiro, que claramente será decisivo para a equipe na competição.

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