Nesta quinta-feira (25), o Corinthians visita às 21h30, no Beira-Rio, o Internacional, equipe dirigida pelo técnico Abel Braga. Como não podia ser diferente, o SCCP SCOUTS preparou um material sobre tudo que você precisa saber a respeito do nosso rival: provável escalação, pontos fortes e fracos, destaques individuais e muito mais.

ESTATÍSTICAS DO INTERNACIONAL NO CAMPEONATO BRASILEIRO:

  • 2º lugar
  • 69 pontos: 20 vitórias, 9 empates e 8 derrotas
  • 3° melhor ataque (61)
  • 2° melhor defesa (35)
  • 1° em jogos sem sofrer gol (14)
  • 3° em grandes chances criadas (79)
  • 14° em finalizações por jogo (8.7)
  • 11° em posse de bola (49.4%)
  • 11° em passes certos por jogo (334)
  • 6° em bolas longas precisas por jogo (22.9)
  • 5° em cruzamentos certos por jogo (4.6)
  • 13° em dribles certos por jogo (9.2)
  • 8° em desarmes por jogo (14.9)
  • 9° em interpretações por jogo (11.6)
  • 13° em rebatidas por jogo (16.3)

O Internacional jogará a vida contra o Corinthians. Nessa última rodada, o Colorado precisa vencer o Timão e torcer para pelo menos um empate do Flamengo para sagrar-se campeão brasileiro.

É lógico que esse componente emocional dá um “tempero” especial para um jogo que já é normalmente muito disputado. Mas, mais que gana, o Inter vai precisar de organização. Nosso objetivo é mostrar quais os meios que a equipe de Abel Braga tem para ferir o alvinegro e quais suas debilidades que o Corinthians pode explorar.

Como desfalque, a grande ausência é o lateral-direito titular Rodinei, expulso na última partida. O jovem Heitor assumirá seu lugar. Edenílson, que era dúvida, está confirmado para o jogo.

Provável escalação do Internacional, segundo o Globo Esporte (Reprodução/buildlineup)

SAÍDA DE BOLA

O Inter prioritariamente opta por uma saída de bola com ligação direta. Yuri Alberto é um atacante muito acionado nas primeiras bolas e tem bom jogo físico para fazer esse papel. Os zagueiros possuem um passe longo interessante para acioná-lo.

Rodrigo Dourado até recua muitas vezes para fazer uma “saída de três”, mas não costuma ter muito protagonismo nessa fase do jogo. Claro que quando a equipe precisa sair para o ataque, acontece saídas curtas, com o jovem Bruno Praxedes sendo importante para oferecer controle.

Dourado até recua para fazer a saída de três, mas a zaga opta pela ligação direta (Foto: Reprodução)

FASE E TRANSIÇÃO OFENSIVA

O Inter com Abel Braga se notabilizou por ser um time vertical. Ou seja, precisa de poucos toques na bola para chegar ao gol adversário.

Isso acontece pois o Colorado possui um meio físico, que combate bem (Dourado, Patrick, Edenílson) e jogadores rápidos na frente (Caio Vidal, Yuri Alberto, Peglow). É uma equipe que possui todos os ingredientes para atacar em transição.

Além de ter velocidade, é um time que chega em bloco, ou seja, ataca com muitos jogadores e isso facilita o trabalho ofensivo.

Em fase ofensiva, é um time que encontra mais dificuldades. O jogo do Sport, no Beira-Rio, foi um bom exemplo disso. Por isso, Abel Braga não faz questão que o Inter tenha grande superioridade em porcentagem de posse de bola.

Rápida transição ofensiva com dois jogadores disparando (Foto: Reprodução)
Inter avançando ao campo de ataque em bloco (Foto: Reprodução)

FASE E TRANSIÇÃO DEFENSIVA

O Internacional apresenta uma defesa consistente. Organizado, a equipe cede poucos espaços ao adversário é costuma ser bem “cínica” em seu planejamento de jogo.

O Inter, normalmente, costuma, subir seu bloco de marcação nos minutos iniciais. Jogadores sobem ao ataque e realizam encaixes para dificultar a saída adversária. Os jogos contra São Paulo e Vasco são um bom exemplo disso.

Não apenas encaixes, mas também “blitz” são realizadas, para gerar superioridade numérica e dificultar ainda mais a vida do portador da bola.

Inter sobe sua marcação em bloco e com superioridade (Foto: Reprodução)
Encaixes individuais na saída de bola (Foto: Reprodução)

Mas, importante salientar que essa postura NÃO acontece o tempo todo. Especialmente se o Inter consegue abrir o placar, a marcação abaixa e o time passa a marcar em seu próprio campo, em um 4-1-4-1.

Contra o Flamengo, um time de muitos recursos, mesmo nos minutos iniciais o Inter foi cauteloso, possivelmente para não gerar espaços próximos à meta do Lomba.

Quando a equipe marca em bloco baixo, a solidez aparece. É um time que marca em zona mas com pressão no portador da bola, fecha bem o “funil” (entrada da área) e protege bem a área, com bom jogo aéreo e número de cortes.

A proteção por dentro é tão bem feita que o adversário é induzido justamente para jogar pelos lados e forçar cruzamentos, com pouco sucesso.

Internacional se fechando em campo, formando até uma linha de seis (!) na defesa (Foto: Reprodução)
Inter posicionado em um 4-1-4-1 com o bloco recuado (Foto: Repodução)

DESTAQUES PONTUAIS:

  • Edenílson consegue fazer muito bem esse papel de atacar o espaço, ajudando na transição, ou armando, com bons passses;
  • Patrick, mesmo sendo volante/meia, joga aberto e ajuda muito a dar profundidade pelo lado esquerdo, além de ser muito refinado tecnicamente;
  • Thiago Galhardo é uma arma importante vindo do banco, ajudando no jogo direto e dando poder de finalização.

DESTAQUES INDIVIDUAIS DO INTERNACIONAL:

Edenílson (MEI): É um “faz tudo” no Inter. Ex-Corinthians, o jogador tem papel crucial no plano de Abel, sendo intenso na defesa e colaborativo no ataque. Pode jogar por dentro ou até aberto. Frio, tem sido importante com seus gols de pênaltis nessa reta final.

Patrick (MEI): Seu Campeonato Brasileiro é espetacular. Jogando aberto, consegue excelentes conduções, tem drible curto, apurado gesto técnico e também finaliza quando é preciso. Na defesa, é incansável e peça-chave no sistema de pressão do Inter.

Yuri Alberto (ATA): É uma grata surpresa nesse Brasileirão. Ganhou a vaga do Galhardo quando o mesmo se machucou e não largou mais. Bom jogo físico, velocidade e frieza para finalizar. É um talento.

Análise feita por Maxwell Dahlke e Iúri Medeiros

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