Em mais uma rodada pelo Campeonato Brasileiro, dessa vez um clássico atrasado, o Corinthians foi à Santos em busca de dar um grande passo na luta pela presença na Libertadores 2021. O começo do confronto parecia promissor, mas um apagão nos refletores deixou a partida parada por mais de quinze minutos e o alvinegro – literalmente – ficou sem brilho o restante da partida.


Escalação do Santos: João Paulo, Pará, Luiz Felipe, Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison, Sandry e Ivonei; Marinho, Lucas Braga e Marcos Leonardo.
Técnico: Cuca

Escalação do Corinthians: Cássio, Michel Macedo, Jemerson, Gil e Fábio Santos; Gabriel, Cantillo, Gustavo Silva; Araos e Mateus Vital; Léo Natel. Técnico: Vagner Mancini


PONTOS POSITIVOS
• O início de jogo do Mateus Vital;
• Boa volta de Jemerson.

PONTOS NEGATIVOS
• Dificuldade de participação de Cantillo;
• Gustavo Silva muito tímido;
• Busca mínima das entrelinhas;
• Substituições questionáveis.

POR QUE APENAS UM COMEÇO TÃO PROMISSOR?

O Santos faz encaixes individuais de marcação, e isso dificultou o poder de criatividade do Corinthians durante todo o duelo. Todavia, no início do jogo, Mateus Vital foi muito associativo e conseguiu achar espaços, cumprindo diversas funções no ataque corinthiano.

Uma jogada conhecida de Vagner Mancini é o trabalho de Cantillo pelo lado esquerdo, atraindo a equipe adversária para tal e fazendo inversões buscando o companheiro pelo corredor direito. Muito bem desde o primeiro minuto, Cantillo recuou para ajudar na saída de 3 e Vital foi fundamental.

Léo Natel não aparece na imagem, mas também está pela esquerda – Reprodução

O camisa 22 se associou pelo lado esquerdo, fez tabelas com Fábio Santos, Araos e Léo Natel, e a partir disso, conseguiu espaços para suprir a ausência de Cantillo na zona de construção. Inversões e passes decisivos saíram do pé de Vital e as chances eram criadas, entretanto, o alvinegro não aproveitava. Fagner (suspenso) fez falta no setor ofensivo.

Aos 12 da primeira etapa, um apagão nos refletores da Vila Belmiro deixou a partida paralisada por mais de quinze minutos. Isso – colocando em prática – esfriou os ânimos do Timão e foi interessante para o Santos acertar de vez seus encaixes individuais.

Reprodução

A imagem acima, é da primeira ação após o retorno da iluminação. O time santista não dava liberdade aos meio-campistas do Corinthians, Michel e Fábio Santos por muitas vezes tinham dificuldade de sair do encaixe e Jemerson e Gil ficavam sobrecarregados na construção. Isso foi uma tônica do jogo todo.

AS MUDANÇAS MUDAM O JOGO (PARA MELHOR OU PIOR)

Com muitas ligações diretas, o time de Vagner Mancini ficou previsível e o volume objetivo do setor ofensivo se tornou próximo ao inexistente. Assim, alguma troca para o início do segundo tempo já seria o cenário ideal.

Por outro lado, Cuca também estava insatisfeito com o poder ofensivo de sua equipe e entrou com Soteldo, direto do intervalo. O venezuelano entrou na vaga do meio-campista Ivonei e o Santos passou a atacar com mais atletas (saindo do 4-3-3 para o 4-2-4).

Reprodução

Nesse sentido, o Santos ganhou mais velocidade nas transições e Felipe Jonatan passou a ser peça-chave nas investidas. Lucas Braga, que caía da esquerda para dentro, liberava o corredor para o camisa 3, enquanto Soteldo preenchia o meio. Assim saiu o gol do Santos, com chute do venezuelano, rebote de Marinho e anotado por Marcos Leonardo.

Dois minutos depois, o Santos repete a jogada. O volume ofensivo cresceu, as armas para isso também, e o Corinthians cansou. – Reprodução

Por outro lado, após o gol, Mancini tirou Araos e colocou Cazares, a fim de melhorar a qualidade técnica na entrelinha. Ao mesmo tempo, tirou Mosquito e optou por Otero. No entanto, a bola não chegava à Cazares com qualidade, Cantillo não teve espaço para buscar o camisa 10, e com Otero o Corinthians perdeu a velocidade que tinha no lado direito.

Depois, Mancini ainda colocou Gabriel Pereira, Ramiro e Jô (M. Vital, Michel e Natel), substituições que não surtiram efeito. Aliás, duas possíveis críticas ao treinador, é sempre optar por Gabriel Pereira apenas em jogos desfavoráveis, e colocar Jô em todas as partidas, visto que o rendimento cai quando o centroavante entra. O dinamismo diminui drasticamente.

CONFIRA AS NOTAS DO CORINTHIANS CONTRA O SANTOS:

Cássio: Apesar de algumas críticas, Cássio foi decisivo em lances cara a cara e finalizações difíceis. NOTA: 7,0

Michel Macedo: Pouco entregou ofensivamente e defensivamente. Não comprometeu, mas por muitas vezes falta confiança e ímpeto nos duelos e pressões. NOTA: 6,0

Jemerson: Voltou bem de lesão, foi seguro e tentou algumas construções pela direita. NOTA: 7,0

Gil: Defendendo praticamente não comprometeu, porém não ajuda em nada na hora de construir. Bruno Méndez e Jemerson fazem temporada acima do nível de Gil. NOTA: 6,0

Fábio Santos: Foi seguro em muitos momentos e fez leituras de jogo interessantes. No segundo tempo, sempre tem o problema físico. NOTA: 6,5

Gabriel: Entrou intenso e fazendo pressões. Ficou muito sobrecarregado por ajudar Michel na direita e cedeu alguns espaços no meio. Uma partida razoável. NOTA: 6,5

Cantillo: Das últimas, a partida mais abaixo de Cantillo. Soube sair de pressões e conduzir bem em alguns lampejos, porém o Santos anulou muito bem as principais armas do jogador. Em geral, apagado. NOTA: 6,5

Gustavo Silva: Apesar de muito importante para dar velocidade ao time, Mosquito mais uma vez desperdiçou uma boa chance em passe de Vital, e por isso não se destacou.  NOTA: 6,0

Araos: Jogo muito bom nos primeiros minutos, porém depois muito apagado. A bola não chegou e ficou difícil para o chileno cumprir suas ações. NOTA: 6,5

Mateus Vital: Criou uma chance para si mesmo, deixou Mosquito em chance excelente e fez inversões à Michel Macedo, tudo isso com 10 minutos de jogo. Depois, o Corinthians como um todo caiu, e Vital também. NOTA: 7,5

Léo Natel: Outro que se movimentava bem no início, e perdeu a intensidade durante os noventa minutos. Léo ainda peca em gestos técnicos. NOTA: 6,0

Cazares: Assim como para Araos, a bola não chegou boa para Cazares. Mesmo assim, quando tinha o domínio, errou ações e voltou de lesão apagado. NOTA: 6,0

Otero: Tentou finalizar algumas vezes em bola parada, todas sem perigo. Buscou jogo, mas não dá a profundidade que o time precisa, e peca em suas melhores qualidades. NOTA: 5,5

Ramiro: Entrou na lateral, e pouco foi exigido, visto que o Corinthians apenas atacou a partir dos 15 minutos finais. No ataque, também pouco contribuiu. NOTA: 5,5

Jô: Todos sabem o quanto Jô pode produzir. Contudo, nesse ano de 2021, as suas entradas sempre diminuem o dinamismo da equipe. NOTA: 5,5

Gabriel Pereira: Precisa de mais minutos em outras situações. Entra com o time em desvantagem, desorganizado e se torna mais um jogador comum. Em outros contextos, poderia ser uma peça de desequilíbrio. NOTA: 6,0

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