Na última quarta-feira (9), o Corinthians enfrentou o time do Atlético Goianiense em jogo válido pela 3ª fase da Copa do Brasil. O confronto de volta já carregava um placar agregado de 0-2 para o Dragão, ou seja, o desafio era mais do que vencer.

O Corinthians foi a campo com algumas mudanças. Fagner foi expulso no jogo de ida e Bruno Méndez entrou no seu lugar. Lucas Piton entrou como titular, sendo um jogador mais ofensivo pela lateral. Mateus Vital novamente ficou no banco, o que é bem questionável.

PRIMEIRO TEMPO

A equipe manteve a cara do último jogo, era organizado em um 4-1-4-1 que por diversos momentos variava em um 4-4-3 e marcava pressão na saída, mas, diferentemente de outros jogos, a marcação pressão dessa vez é feita de forma “mais leve” e explorando uma marcação mais objetiva no espaço que está a bola, sem se expor muito.

Reprodução/SporTV
Reprodução/SporTV

Bom reparar que Roni é o volante utilizado para subir a pressão. Sylvinho deixou claro que queria o jovem volante chegando mais ao ataque. Cantillo seguiu sendo o jogador da saída e Gabriel junto de Roni atuavam entre as linhas no momento que a posse de bola era favorável.

O time Atleticano também explorava o ataque, valorizando melhor a posse e buscando espaços com seus articuladores, visto que ganharam o primeiro jogo. O Dragão demonstrou muita tranquilidade no jogo.

O alvinegro, assim como no último jogo, se mostrou ser um time muito bem-organizado defensivamente, mas, a todo momento em que a equipe tinha a posse, buscava inverter o jogo para Gustavo Silva, bem previsível. O único que aproximava para auxiliar Gustavo é Roni. O volante, por sua vez, não é um jogador exuberante na técnica e costuma se manter no time pelo aspecto físico e tático.

Faltou aproximação e esse é um dos principais pontos para o empate, o time é organizado na defesa, mas quando tem a bola nos pés não cria nada sequer, ninguém aparece e aproxima para fazer a bola girar com qualidade e efetividade.

Gustavo a todo momento recebe em amplitude e o não é explorado da forma correta. Não explora as infiltrações em profundidade, que é claramente uma resposta comum no momento que um time explora em amplitude.

Reprodução/SporTV

Atuações muito boas de João Victor – seguro na defesa – e de Cantillo no meio-campo.

SEGUNDO TEMPO

Corinthians volta sem mudanças. O time jogar sem uma referência mata muitas jogadas e isso fica claro após o time começar a buscar mais cruzamentos.

Corinthians sobe suas linhas nesse início de jogo. Sobe Bruno e Lucas Piton em um jogo espelhado, diferentemente do 1° tempo.

Reprodução/SporTV

O time subiu suas linhas, colocou mais jogadores no campo de defesa do Atlético, mas ainda falta muita aproximação e busca pela bola. Fica claro também o espaço que é deixado no meio campo, um espaço não povoado e que é essencial para a construção das jogadas.

A primeira chance clara de gol com o Corinthians ocorre aos 14′ do 2° tempo, após um lance que Gustavo explora um espaço em profundidade, o que deveria ter ocorrido desde os primeiros minutos do 1º tempo.

O time Atleticano novamente muito tranquilo em campo tanto sem, quanto com a bola. Não era um time que buscava atacar com mais força e sim quebrar o ritmo Corintiano.

Por outro lado, o Corinthians empilhou cruzamentos até que Jô, que é um centroavante de ofício, entra em campo. No momento que tem uma referência explora menos os cruzamentos, uma contradição na estratégia.

O Timão é desclassificado sem demonstrar um bom jogo, faltou efetividade para a equipe, além de diversas falhas na construção. A derrota por 2 gols de diferença no primeiro jogo foi decisiva na desclassificação, e ficou o gosto que com um time mais organizado defensivamente, como foi hoje, a diferença poderia não ser essa. Atlético fez duas belas partidas e mereceu a classificação. É um time muito organizado e que já joga junto há um ano, tem plano de jogo e de elenco muito bem-feito pela equipe técnica.

Ficam diversas questões após essa partida, uma partida na qual o time necessitava de gols e deveria buscar mais jogo defensivo:

Sylvinho mantém os laterais presos? Será que esse time não poderia se soltar mais desde o 1° tempo necessitando de resultado?

Compensa investir em 3 volantes no meio quando falta criação? Por que o Mateus Vital é banco? Por que insistir em cruzamentos sem uma referência?

O time fez 53 cruzamentos, 8 resultaram em algo, aproveitamento pífio de 15%.

Agora o time deve olhar para o brasileiro, serão 36 jogos para buscar os melhores resultados e desenvolver melhor o trabalho em campo com as peças que possui.

VEJA TAMBÉM:

COMO GUSTAVO MOSQUITO POTENCIALIZA O JOGO DE FÁGNER? 

COLUNA ALVINEGRA: O FATOR PSICOLÓGICO COMO ESSENCIAL 

Deixe uma resposta