Os problemas administrativos do Corinthians não são novidades para ninguém, a dívida do clube chegam a 902 milhões de reais e continua subindo desenfreadamente. Mas o que me chama a atenção é a quantidade de jogadores sob contrato com o time profissional e o sub-23. Esse número chegou a 93. Desses 93, poucos podem render algo tecnicamente no elenco atual ou podem trazer lucro no futuro, e isso é preocupante.

Por Guilherme Andrade

O Corinthians está para fechar a contratação de Jonathan Cafu, um ponta de 29 anos que chega para uma posição desastrosa do clube. Um dos principais motivos pelo qual o time não engrena é a falta de jogadores de lado de campo. A questão é que esse jogador chega como aposta, assim como Léo Natel e Yoni González (o segundo já deixou o clube) que chegaram esse ano, ou Gustavo Mosquito e Everaldo que chegaram ano passado.

O dinheiro investido nessas “apostas” poderia ser melhor utilizado na contratação de um nome incontestável da posição e que resolveria o problema. Andrés Sanchez costuma dizer que não gosta de pagar acima do teto salarial para jogadores, mas costuma pagar acima do normal para jogadores que não resolvem nossos problemas.

O resultado disso? Uma folha salarial inflada e um Corinthians que todo ano empresta diversos jogadores que não deram certo pagando metade do salário , inflando ainda mais a folha salarial e não resolvendo um problema crônico do time.

É evidente que grandes jogadores não são garantias de sucesso imediato: Luan, Cantillo, Boselli e Jô são provas disso. Existem fatores táticos, técnicos, físicos, estruturais, administrativos e até psicológicos que fazem com que um time não alcance a performance desejada. Isso tudo tem que estar alinhado e hoje isso não existe no Corinthians.

Contratar cinco jogadores de qualidade contestável para a mesma posição e alegar falta de dinheiro para não trazer alguém mais garantido é uma “desculpa” que não cola. Além dos grandes problemas financeiros, existe um grande problema de planejamento e essa tá sendo a marca da administração de Andrés Sanchez nesses últimos três anos no Corinthians.

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