Neste domingo (21), o Corinthians recebe às 16 horas, na Neo Química Arena, o Vasco, equipe comandada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo. Como não poderia ser diferente, o SCCP SCOUTS preparou um material sobre tudo que você precisa saber a respeito do nosso rival: provável escalação, pontos fortes e fracos, destaques individuais e muito mais.

ESTATÍSTICAS DO VASCO NO CAMPEONATO BRASILEIRO:

  • 17º lugar
  • 37 pontos: 9 vitórias, 10 empates e 17 derrotas
  • 16° melhor ataque (34)
  • 17° melhor defesa (54)
  • 9° em jogos sem sofrer gol (10)
  • 16° em grandes chances criadas (46)
  • 19° em finalizações por jogo (7.6)
  • 15° em posse de bola (46.7%)
  • 12° em passes certos por jogo (332)
  • 11° em bolas longas precisas por jogo (20.9)
  • 20° em cruzamentos certos por jogo (3.3)
  • 3° em dribles certos por jogo (11.1)
  • 14° em desarmes por jogo (14.0)
  • 12° em interpretações por jogo (11.3)
  • 5° em rebatidas por jogo (19.0)

O Vasco vive uma temporada complicada. O clube cruzmaltino está brigando contra a zona de rebaixamento em mais uma edição do Campeonato Brasileiro. A equipe até teve um início de competição positivo e chegou a liderar o torneio.

No entanto, com o caminhar das rodadas, o time sofreu uma grande reviravolta. Trocas no comando técnico, desempenho longe do esperado e resultados ruins. 

E o momento atual não é nada animador. Nos últimos cinco jogos, o Vasco teve apenas uma vitória (3 x 2 diante do Atlético-MG em São Januário), um empate e três derrotas consecutivas para Flamengo, Fortaleza e Internacional. Foram oito gols sofridos e nenhum marcado nos três resultados negativos.

Além da fase ruim, o retrospecto do Vasco contra o Corinthians não é o dos mais favoráveis. O cruzmaltino não vence o Timão desde 2010.

PROVÁVEL ESCALAÇÃO DO VASCO PARA A PARTIDA CONTRA O CORINTHIANS:

Provável escalação do Vasco, segundo o globoesporte.com (Foto: buildlineup.com)

SAÍDA DE BOLA:

O Vasco tem algumas dificuldades em agredir o seu adversário com a posse de bola. Por conta disso, o time cruzmaltino faz algumas variações na hora de construir o jogo. Uma dessas formações é a saída 3+1.

Um dos volantes se posiciona entre os zagueiros para formar a linha de três e o outro fica à frente como opção de passe vertical. Já os laterais podem abrir o campo para dar amplitude ou guardar a sua posição.

Foto: Reprodução

Além disso, os jogadores que atuam em faixas mais avançadas do campo têm liberdade para se aproximar da base da jogada e oferecer apoio.

Ou seja, em alguns momentos a construção ofensiva do time carioca pode ser formada em uma saída 3+2. Juninho, Benítez e Carlinhos são atletas que se deslocam muito dentro de campo e procuram estar próximos do setor da bola. Principalmente o meio-campista argentino.

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FASE E TRANSIÇÃO OFENSIVA

Estruturado com uma saída 3+1 ou 3+2, o Vasco é um time que até tenta sair jogando e ganhar território de pé em pé. Porém, o time conta com uma posse de bola passiva e que não gera situações de gol.

Mas é importante destacar o trabalho de Léo Gil e Benítez. Os dois meio-campistas são os jogadores com mais qualidade para acelerar e verticalizar o jogo.

No entanto, o Vasco acaba ficando muito refém do argentino. Em muitos momentos, o camisa 10 fica sobrecarregado na construção ofensiva. Benítez aparece na base da jogada para gerar jogo, busca cair no setor da bola e ser associativo e também ocupar as costas dos volantes no espaço entrelinhas.

Por se deslocar em todos os setores do campo, o jogador acaba se desgastando e tendo dificuldades de ter um rendimento constante em toda partida.

Foto: Reprodução
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Quando o Vasco tem Talles Magno entre os titulares a equipe ganha em qualidade técnica e capacidade de quebrar a linha defensiva com dribles. Além disso, o jovem jogador faz boas leituras para ocupar zonas intermédias, se associar e, consequentemente, liberar o corredor esquerdo para os avanços de Henrique.

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No geral, o clube carioca tem problemas para se estruturar e produzir ofensivamente. O time tem é o penúltimo em finalizações por partida no Campeonato Brasileiro e o décimo sexto em grandes chances criadas. Nos últimos três jogos (Flamengo, Fortaleza e Internacional), o Vasco teve apenas quatro finalizações no alvo.

A falta de velocidade pelos lados do campo também chama a atenção. Vasco não consegue atacar em transição rápida e acaba concentrando o seu jogo pelo centro do campo.

FASE E TRANSIÇÃO DEFENSIVA

Em fase defensiva o Vasco pode atuar de duas maneiras. Tenta pressionar o seu adversário no campo de defesa ou marcar em blocos médios com mais cautela. No segundo exemplo, o clube carioca se posta em um 4-4-2 com um dos meio-campistas se alinhando ao lado do atacante ou também em um 4-1-4-1.

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Mas o que chama a atenção no Vasco é a sua desorganização defensiva. Mesmo quando está postado em seu próprio campo de defesa, o time cede muitos espaços no entrelinhas, não pressiona o portador bola e dá muita liberdade para os jogadores adversários criarem situações ofensivas.

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O time de Vanderlei Luxemburgo também apresenta problemas quando opta por subir os seus blocos de marcação e tentar impedir a construção ofensiva do adversário. Para uma equipe marcar alto é necessária uma boa coordenação de movimentos, induzir o seu adversário e sair de forma desconfortável e fazer os seus devidos encaixes.

Entretanto, o Vasco tem dificuldades em executar essas propostas. Quando a equipe sobe os movimentos são desconexos e o seu oponente consegue ter superioridade numérica. Além disso, falta agressividade no portador da bola e cortar as linhas de passes.

E se o primeiro bloco não funciona, o time acaba ficando vulnerável e deixando inúmeros espaços no centro do campo. Nos últimos jogos, Flamengo e Internacional souberam aproveitar muito bem essa situação e atacaram com campo aberto.

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A transição defensiva é mais um dos pontos negativos do clube cruzmaltino. Principalmente pelos lados do campo. Dificuldade dos laterais em fazer o balanço defensivo e dos extremos na hora de fazer a recomposição sem bola. No jogo contra o Fortaleza, o Leão soube explorar os espaços deixado por Pikachu e Henrique.

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Ou seja, pensando no duelo contra o Corinthians, o Timão pode aproveitar muito bem essa situação já que possui um lado direito ofensivo muito forte com Fágner e Gustavo Silva.

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DESTAQUES INDIVIDUAIS DO VASCO:

Cano: O atacante é a principal arma ofensiva do time cruzmaltino. Artilheiro do time no Campeonato Brasileiro com 13 gols marcados, Germán Cano é um atacante que precisa de muito pouco para decidir. Bom posicionamento e excelente capacidade de finalização.

Benítez: O Vasco tem muitos problemas no setor de criação, mas sem Benítez a situação pode ser ainda mais complicada. O meio-campista argentino tem muita qualidade para trabalhar com últimos passes, cair no setor da bola para gerar jogo e ser associativo. É um dos melhores jogadores do time na temporada.

Talles Magno: O jovem jogador vive de altos e baixos. No entanto, é um dos atletas mais talentosos do elenco. Boa capacidade de sair da marcação no mano a mano e com dribles em espaços curtos, leitura para ocupar entrelinhas e fazer combinações curtas.

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