Nesta quarta-feira (17), o Corinthians visita às 19h, na Vila Belmiro, o Santos, equipe dirigida pelo técnico Cuca. Como não podia ser diferente, o SCCP SCOUTS preparou um material sobre tudo que você precisa saber a respeito do nosso rival: provável escalação, pontos fortes e fracos, destaques individuais e muito mais.

ESTATÍSTICAS DO SANTOS NO CAMPEONATO BRASILEIRO:

  • 9º lugar
  • 49 pontos: 13 vitórias, 11 empates e 11 derrotas
  • 7° melhor ataque (50)
  • 14° melhor defesa (48)
  • 18° em jogos sem sofrer gol (6)
  • 12° em grandes chances criadas (56)
  • 12° em finalizações por jogo (9.0)
  • 7° em posse de bola (50.8%)
  • 16° em passes certos por jogo (315)
  • 13° em bolas longas precisas por jogo (20.0)
  • 7° em cruzamentos certos por jogo (4.5)
  • 12° em dribles certos por jogo (9.1)
  • 13° em desarmes por jogo (14.1)
  • 6° em interpretações por jogo (11.9)
  • 14° em rebatidas por jogo (16.0)

A temporada do Santos tem saldo positivo. Com problemas financeiros, limitações para contratar e um elenco não tão volumoso, o time do Cuca chegou até uma final de Libertadores com todos os méritos.

Superando grandes times como Grêmio e Boca Jrs, o Peixe se consolidou como uma das melhores equipes do país. Vertical, agressivo e com jogadores talentosos, a tendência é que o jogo na Vila seja muito complicado.

A luta do Santos é igual à do Corinthians: vaga na Libertadores. Por isso, o confronto é tratado como uma “final” por ambas equipes. Como grande desfalque, Cuca não contará com o talentoso atacante Kaio Jorge. Lucas Veríssimo e Diego Pituca deixaram o clube após a Libertadores.

Provável Santos, segundo o globoesporte.com

SAÍDA DE BOLA

O Santos tem por costume adotar uma saída em 3+1. Ou seja, Alisson afunda entre os dois zagueiros (Laércio e Luan Peres), formando uma saída em três. O segundo volante, geralmente Sandry, fica mais avançado para receber o primeiro passe.

Saída de bola em 3+1. Foto: Reprodução

Essa jogada é importante pois permite aos zagueiros conduzirem mais a bola até o campo ofensivo. L.Peres, especialmente, se beneficia muito disso. O jogador tem muita qualidade com a bola, seja em condução ou em passes verticais.

FASE E TRANSIÇÃO OFENSIVA

É importante começar falando do posicionamento dos laterais do Santos. Tanto Pará como Felipe Jonathan alternam entre dar amplitude (abrir o campo) e jogar por dentro, oferecendo o lado para os pontas (geralmente Marinho e Soteldo).

O movimento de cair por dentro faz com que os laterais atuem também como construtores e sejam opções de passe para tabelas no ataque. Além disso, os pontas ficam em situações favoráveis para driblar e “ir pra cima”.

Outro movimento de destaque é o de Kaio Jorge. Mesmo com o jovem fora do jogo, é importante destacar sua função pois ajuda a entender o que o Santos perde sem ele e como o Timão é beneficiado.

Kaio Jorge é diferente. Longe de ser um “9 típico”, o garoto tem um senso de posicionamento muito aguçado para recuar, funcionar como apoio por dentro. Para um time que busca sair jogando, ele é um alvo muito interessante pois ajuda o time a ter continuidade no campo de ataque e arrasta a marcação adversária, abrindo espaço para os pontas atacarem a profundidade.

Sandry articula, Pará e F.Jonathan caem por dentro, K.Jorge recua para oferecer opção de passe. Foto: Reprodução
Conexão Sandry-K.Jorge. Foto: Reprodução
Mais um vez os laterais por dentro e K.Jorge como opção. Foto: Reprodução
Soteldo atrai a atenção de dois defensores e F.Jonathan ataca o espaço por dentro. Foto: Reprodução

O Santos é um time que gosta da bola. Mesmo sendo um time de jogadores leves, a construção muitas vezes ocorre de forma pausada. Se às vezes pode ser exageradamente lenta, dificultando a fluidez ofensiva, outras vezes pode ter bastante critério a partir do garoto Sandry, que tem um passe e visão de jogo especiais.

Se o jovem tiver tempo e espaço, é capaz que ele consiga achar companheiros em boas condições. Porém, a forma mais letal do Santos atacar é com campo para correr, especialmente em transições ofensivas.

Com jogadores como Marinho, Soteldo e Lucas Braga, a velocidade dá o tom. Especialmente os dois primeiros possuem muito recursos no drible e no acabamento das jogadas, seja em cruzamento ou finalização. Jogando com os pés trocados, a dupla é responsável por grande parte da criação da equipe.

Santos em momento de transição ofensiva, com Soteldo e Marinho disparando. Foto: Reprodução

FASE E TRANSIÇÃO DEFENSIVA

Agressividade. Essa é a palavra que melhor define o sistema de marcação do Peixe. Menos convencional, Cuca é adepto da marcação individual, ou seja, a referência do marcador é o jogador adversário e não o espaço. O Santos executa muito bem essa proposta, com uma pressão orientada e de sucesso para desarmar.

Pará marcando o ponta por dentro e L.Braga marcando o lateral bem aberto. A referência é o jogador! Foto: Reprodução
Novamente, Pará marcando por dentro e L.Braga aberto. Foto: Reprodução

O sistema de marcação, embora seja mutável devido às perseguições individuais, costuma ser o 4-1-4-1 e mais recentemente o 4-4-2. Lucas Braga ou Soteldo podem ser esse meia-atacante centralizado.

O bloco de marcação varia entre médio e alto. Por vezes o Peixe dosa mais suas sabidas, mas também não hesita e avançar para cortar qualquer jogada pelo chão do adversário.

Santos adiantando seus jogadores para cortar a saída de bola do Coritiba. Foto: Reprodução

Então conclui-se que é um time focado e de muita disposição para pressionar. Porém, na partida contra o Coritiba, pôde-se observar uma queda de foco/desconcentração da equipe no segundo tempo e a pressão já não foi tão bem encaixada, deixando jogadores do Coxa com liberdade para receberem o passe da defesa.

Jogador do Coxa livre para receber o passe. Foto: Reprodução
Mais uma vez, liberdade do jogador do Coxa para receber o passe. Foto: Reprodução

Então é importante ter em vista que esse sistema requer muita concentração ao longo dos 90 minutos e o Timão tem que aproveitar qualquer brecha deixada.

Essa intensidade obviamente acaba favorecendo o ataque. Pressiona alto, rouba e acelera com seus jogadores de frente rápidos e de boa finalização. É o cenário perfeito para o Santos.

DESTAQUES PONTUAIS:

  • O zagueiro Laércio o ponto fraco da defesa. Problemático com a bola e lento, é um jogador que não desfruta de grande moral com a torcida e pode ser um caminho para o Corinthians apostar em jogadas do seu setor.
  • Quem vai substituir Kaio Jorge provavelmente será Marcos Leonardo, jovem de 17 anos. Entrando no decorrer dos jogos, fez dois gols nas últimas duas partidas.

DESTAQUES INDIVIDUAIS DO SANTOS:

Luan Peres (ZAG): Chama muita atenção pelo seu recurso técnico com a bola e iniciativa para sair jogando. Defensivamente compromete pouco, tem velocidade e sabe se impor fisicamente.

Soteldo (PE/MEI): Normalmente bem aberto pela esquerda, tem o drible como sua grande atração. Manipula bem a bola, chama a marcação e possui boa tomada de decisão. Faz mais uma temporada sólida.

Marinho (PD): Um dos grandes nomes da temporada no Brasil, um dos artilheiros do campeonato com 17 gols. Rápido, insinuante e eficiente. é “o cara” do time. Pode dar muito trabalho para o Fábio Santos.

ATUALIZAÇÃO (12h15):

Segundo a Gazeta Esportiva, Cuca pode escalar o menino Ivonei no meio, formando uma trinca com Alisson e Sandry. Também informam que Laércio possui uma lesão e Luiz Felipe deve jogar ao lado de Luan Peres.

Texto feito por Iúri Medeiros e Maxwell Dahlke

VEJA TAMBÉM:

CORINTHIANS SE PORTA BEM, MAS É DERROTADO PELO FLAMENGO NO MARACANÃ

CORINTHIANS: VEJA OS EMPRESTADOS QUE PODEM SER ÚTEIS PARA O TIMÃO EM 2021

Deixe uma resposta