Nesta quarta-feira (20), o Corinthians recebe às 21h30, na Neo Química Arena, o Fluminense, equipe dirigida pelo técnico Marcão. Como não podia ser diferente, o SCCP SCOUTS preparou um material sobre tudo que você precisa saber a respeito do nosso rival: provável escalação, pontos fortes e fracos, destaques individuais e muito mais.

ESTATÍSTICAS DO FLUMINENSE NO CAMPEONATO BRASILEIRO:

  • 7º lugar
  • 43 pontos: 12 vitórias, 7 empates e 9 derrotas
  • 7° melhor ataque (39)
  • 8° melhor defesa (32)
  • 16° em jogos sem sofrer gol (5)
  • 19° em grandes chances criadas (31)
  • 14° em finalizações por jogo (8.5)
  • 10° em posse de bola (49.6%)
  • 10° em passes certos por jogo (353)
  • 13° em bolas longas precisas por jogo (20.1)
  • 17° em cruzamentos certos por jogo (3.7)
  • 5° em dribles certos por jogo (11.1)
  • 8° em desarmes por jogo (15.3)
  • 6° em interpretações por jogo (12.1)
  • 12° em rebatidas por jogo (17.0)

O Fluminense faz uma campanha acima das expectativas no Campeonato Brasileiro. Especialmente com Odair Hellmann, o time praticou um futebol competitivo e com méritos figurou na parte de cima da tabela.

Acontece que Odair deixou o Flu no início de dezembro e foi para os Emirados Árabes. Assim, desde a 25ª rodada é o Marcão que vem dirigindo a equipe. Marcão que estará ausente da partida em Itaquera pois foi diagnosticado com COVID-19 e assim o auxiliar técnico Ailton Ferraz é quem estará na beira do campo.

Com uma vitória nos últimos quatro jogos, o time oscila. Porém, vem de um triunfo muito importante contra o rival Flamengo. Mesmo sem um elenco tão qualificado, o Tricolor tem armas para machucar o Timão.

Como desfalques, o Fluminense não conta com o Ganso, que passou por cirurgia, Felippe Cardoso (suspenso) e Marcos Paulo, com dores no pé. Em compensação, o experiente Nenê retorna e está relacionado para o confronto.

PROVÁVEL ESCALAÇÃO DO FLUMINENSE:

Provável escalação do Fluminense, segundo o ge.com

SAÍDA DE BOLA

O Fluminense normalmente utiliza a saída em formato 3+1, com os dois zagueiros abrindo e o volante Yuri recuando para jogar entre eles. Hudson ou Yago Felipe se posicionam como uma primeira opção na base da jogada.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Também é normal, em outros momentos de uma saída mais elaborada, o goleiro Marcos Felipe ser ativo nessa construção e Yuri jogar mais adiantado, sendo essa primeira opção de passe.

Foto: Reprodução

O Flu é um time que varia tanto em construções mais curtas, pelo chão, como em bolas longas explorando a presença do Fred no campo de ataque. Contra a marcação alta do Flamengo, a bola longa foi a tônica. Contra o São Paulo, o time teve mais iniciativa de jogar pelo chão.

FASE E TRANSIÇÃO DEFENSIVA

O time do Fluminense pode variar entre o 4-4-2 e o 4-1-4-1, geralmente com marcação em bloco médio mas com variações. É um time que pode adiantar seus jogadores e marcar por encaixe a saída de bola do rival ou esperar mais no seu campo, em marcação por zona com vigilâncias curtas por setor.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

É importante destacar uma coisa: seja marcando alto ou baixo, o Tricolor é um time passivo na marcação. Ou seja, pressiona pouco o portador da bola. Assim, os adversários podem ter campo e tempo para tomar a melhor decisão na jogada.

Quando o Fluminense adianta seus jogadores e não pressiona de forma efetiva, é normal o rival escapar dessa primeira marcação e ter caminho livre para transitar e armar ataques perigosos, com superioridade numérica. Contra o São Paulo, especialmente, isso ocorreu com certa frequência.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Outros problemas que podem ser destacados é como o time muitas vezes tem problemas para proteger a entrada da área e permite finalizações ou infiltrações por ali. Cazares, um jogador que gosta de atuar nesse espaço, pode se beneficiar disso.

Foto: Reprodução

Um movimento muito comum é a subida de pressão do Hudson buscando atrapalhar a saída do adversário. Porém, muitas vezes o jogador ex-São Paulo faz isso de forma descoordenada e não consegue recompor com velocidade, deixando espaços no espaço entrelinhas.

Foto: Reprodução

Se falamos de problemas para defender o centro do campo, as laterais não ficam por menos. Especialmente o setor esquerdo, com Danilo Barcelos, é bem vulnerável e constantemente o lateral tem dificuldade para conter infiltrações às suas costas. Wellington Silva, o ponta do setor, também não dá o suporte necessário ao lateral.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O lateral-direito Calegari também tem seus problemas defensivos, mas tem mais suporte do ponta do seu setor, que provavelmente será o Michel Araújo, jogador combativo e de vitalidade.

Como aspecto defensivo, o Fluminense tem boa desenvoltura para proteger a área. Especialmente o zagueiro Luccas Claro, que possui bom porte físico e tem boa precisão para rebater cruzamentos e interceptar bolas próximas ao gol de Marcos Felipe.

FASE E TRANSIÇÃO OFENSIVA

Dentro do planejamento ofensivo do Flu, Yuri fica mais contido como um volante para cuidar da transição defensiva e servir como um ponto de retorno. Hudson e Yago Felipe possuem mais liberdade ofensiva. Os laterais costumam dar amplitude, embora Calegari constantemente também faça conduções por dentro e abre o corredor para o ponta. Inclusive, o lateral-direito é uma válvula de escape muito interessante da equipe.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Uma peça muito importante para o Fluminense é o Fred. O experiente atacante, apesar da idade, é bem móvel e oferece suporte ofensivo, especialmente em pivôs e apoios. No frame a seguir, inclusive, ele recua, se posiciona como armador e lança M. Araújo em diagonal, que vai ocupar seu espaço. É um atacante de muito recurso.

Foto: Reprodução

Constantemente, o Fluminense busca construir triângulos associativos pelos lados do campo (lateral + meia + volante), a fim de criar superioridade pelo lado do campo e aproveitar esse corredor para efetuar cruzamentos.

Foto: Reprodução

Um ponto que chamou atenção observando a equipe é a lentidão. Seja saindo desde trás ou quando o time recupera a bola, a passagem da defesa para o ataque é lenta.

É um time que troca muitos passes horizontais e que quando tem a chance de acelerar, pausa a jogada e busca trabalhar melhor a bola, matando um ataque promissor. Mesmo com um jogador de muita velocidade como o W.Silva, o recurso da transição ofensiva rápida é pouco explorado.

DESTAQUES INDIVIDUAIS DO FLUMINENSE:

Luccas Claro (ZAG): O zagueiro de 29 anos mostra muita consistência defensiva. Firme defendendo a área, é um dos pilares do sistema defensivo e vem de um gol importante contra o Flamengo.

Calegari (LD): Naturalmente ainda oscila pela idade e tem problemas defensivos. Mas com certeza é uma das principais válvulas de escape da equipe, conduzindo e armando jogadas. Muito recurso e vitalidade para transitar.

Fred (ATA): Fred é um dos melhores atacantes que o Brasil viu nessa última década. Mesmo com a idade avançada, tem uma leitura de jogo diferenciada e um senso de posicionamento acima da média. É sempre um jogador perigoso.

Texto feito por Iúri Medeiros e Maxwell Dahlke

VEJA TAMBÉM:

CORINTHIANS VOLTA APÓS 17 DIAS E DEVE MUDAR ESCALAÇÃO CONTRA O FLUMINENSE

CORINTHIANS COM TRÊS ZAGUEIROS: QUAIS SÃO AS POSSIBILIDADES TÁTICAS?

COMO FÁBIO SANTOS AJUDOU A MUDAR O PATAMAR DE JOGO DO CORINTHIANS?

LÉO NATEL VALORIZA MAJESTOSO E RESSALTA “AUMENTO DE CONFIANÇA” DO CORINTHIANS

Deixe uma resposta