Neste sábado (17) o Corinthians enfrenta o Atlético Mineiro, às 19h (horário de Brasília), na Neo Química Arena, em partida válida pela 12° rodada do Campeonato Brasileiro. Nas próximas linhas, como de praxe, o SCCP SCOUTS analisará taticamente o time comandado pelo técnico Cuca.

MOMENTO DA EQUIPE

Frente ao Boca Juniors, o Galo realizou o seu último compromisso, válido pelas oitavas de final da Copa Libertadores da América. Da mítica La Bombonera, o Atlético trouxe na bagagem um empate sem gols, resultado que, em um primeiro momento, transmite uma sensação de conforto para o duelo de volta, no Mineirão.

Entretanto, tendo em vista que o gol marcado fora de casa é, na competição continental, critério de desempate, o conjunto brasileiro, certamente, se resguardará defensivamente, mesmo necessitando de uma vitória para avançar.

A performance exibida na Argentina, aliás, dá o tom daquele que é o atual panorama da equipe: pressão, especialmente no que diz respeito a qualidade do futebol praticado. Tal questão ganha ainda mais força quando colocamos nesta esteira o pesado investimento realizado por Rubens Menin, conselheiro do clube e fundador da empresa de engenharia MRV, às custas do qual desembarcaram na Cidade do Galo atletas renomados, como o meio-campista argentino Nacho Fernández e o atacante Hulk.

Com esse aporte financeiro “europeu” e, claro, com essas estrelas, as quais se juntaram a algumas outras que já defendiam o manto alvinegro, o nível de exigência se intensificou, não somente por parte do torcedor, que está sedento por títulos e celebrando a situação em que se encontra o maior rival, mas também pela imprensa local.

E mais: os ânimos, naturalmente, ficam ainda mais aflorados, uma vez que o capitão do barco foi nada mais nada menos que o comandante da maior conquista da história do clube: a Libertadores de 2013.

Por isso, Cuca vem sendo tão cobrado, sobretudo a partir desta linha de raciocínio: “Se com Ronaldinho, Bernard e Diego Tardelli as taças chegaram, por que com Nacho Fernández, Matías Zaracho e Hulk elas não chegarão?”

Enquanto ao duelo, intuindo preservar os atletas que vem compondo o 11 titular, pensando na partida de volta contra o Boca Juniors, ao que tudo indica, o ex-técnico de Palmeiras e São Paulo mandará a campo um time alternativo. Não à toa, disse:

“Agora a gente tem uma semana e no meio desse jogo tem o Corinthians no sábado, fora de casa, então a gente tem que agora pensar bem no que fazer, na estratégia pra usar, para terça-feira a gente estar numa condição física melhor do que hoje”.

A única certeza é que ao menos um dos centrais que atuou no confronto da última terça-feira irá a campo. Isso porque, na última rodada, contra o América-MG, Igor Rabello recebeu o terceiro cartão amarelo e, portanto, cumpre suspensão automática.

NÚMEROS DO ATLÉTICO – MG

  • 3º lugar: 7 vitórias, 1 empate e 3 derrotas 
  • 6º em gols marcados (14)
  • 3º em gols sofridos (9)
  • 9º em grandes chances criadas (19)
  • 12º em grandes chances perdidas (10)
  • 8º em posse de bola (51.0%)
  • 6º em passes certos por jogo (379)
  • 11º em acertos de bolas longas (21.5)
  • 20º em cruzamentos precisos por jogo (2.4)
  • 10º em finalizações por jogo (9.2)
  • 11º em dribles bem sucedidos (9.0) 
  • 8º em desarmes por jogo (15.5)
  • 5º em número de interceptações (11.7)
  • 10º em cortes por partida (17.0) 

PROVÁVEL ESCALAÇÃO DO ATLÉTICO-MG

Galo escalação
Provável escalação do Atlético-MG, de acordo com o GE.com

SAÍDA DE BOLA DO ATLÉTICO-MG:

De antemão: nos últimos três jogos, Cuca modificou a plataforma tática base em duas oportunidades. Desde que assumiu o comando técnico em 5 de março, o treinador nunca abdicou de um sistema que partisse de uma primeira linha defensiva com quatro integrantes.

A partida contra o Flamengo, no entanto, foi uma quebra de paradigmas nesse sentido, já que, pela primeira vez, o técnico lançou uma estrutura com três zagueiros, a qual tornou a ser usada no Independência, no clássico.

Já diante do Boca, por mais que Nathan Silva, Réver e Júnior Alonso tenham sido outra vez escalados, o paraguaio jogou como lateral-esquerdo, posição que lhe é familiar, dentro de um contexto com linha de quatro.

Independentemente da planificação, a imagem abaixo ilustra uma tônica: a influência do goleiro Everson (que invariavelmente apresenta-se como uma opção de retorno) na primeira fase de construção, a qual, quando o oponente propõem-se a marcar em bloco alto, é estruturada de modo sustentado, a fim de disponibilizar linhas de passe seguras para o portador da bola, que, via de regra, conta com o apoio dos centrais, do laterais/alas e dos médios.

Desse modo, quando o sistema com três zagueiros é usado, Alonso funciona como lateral, abrindo o corredor para o ala (no caso, Guilherme Arana, que também é desfalque, visto que está à disposição da André Jardine, na Seleção Olímpica), o qual é o responsável por gerar amplitude em uma zona do campo mais próximo do último terço.

Sob pressão, a saída de bola é realizada de maneira sustentada, com o apoio do goleiro, dos centrais, dos laterais/alas e dos médios. Dentro da estruturação com três centrais, Júnior Alonso funciona como lateral, liberando, com isso, o ala pelo corredor esquerdo.

Vale ressaltar que a característica dos laterais/alas de ofício do Atlético são demasiada distintas. Enquanto os titulares, Mariano e Arana, são atletas de espaço-força, que chegam ao fundo para cruzar, Guga e Dodô atendem mais ao perfil de espaço-habilidade, sendo, por conseguinte, mais construtores, trabalhando por dentro. No entanto, como será exposto mais abaixo, Guga vem alterando esse perfil, sendo corriqueira sua presença em áreas mais próximas ao terceiro terço.

Logo, uma variação comumente observada segue os seguintes mecanismos: quando o rival adianta suas peças e o faz mediante a um sistema no qual a primeira linha de pressão é composta por dois atletas – o mais frequente, diga-se de passagem -, Everson sobe alguns metros, incluindo-se entre os centrais, com a finalidade de produzir superioridade numérica na base da jogada. Mais à frente, os volantes fixam-se exatamente nas costas daqueles homens.

Frente a uma estrutura com dois homens na primeira linha de pressão, Everson sobe alguns metros, a fim de gerar superioridade numérica. Mais à frente, os médios posicionam-se atrás da primeira linha pressão, ao passo que os laterais geram amplitude.

Contudo, por mais que frequentemente agrupe quatro, cinco ou seis jogadores nesta primeira fase de construção, a equipe apresenta dificuldades ao sair jogando desde o fundo, principalmente quando depara-se com uma marcação alta encaixada. Portanto, diminuir o espaço do portador da bola e/ou bloquear as linhas de passes, em especial dos volantes, pode ser um caminho do Corinthians até o fundo do gol.

No transcorrer da jogada ilustrada acima, Michael, que encaixa em Allan, recupera a posse e, posteriormente, cria uma oportunidade de gol para o Flamengo.

Mas, é como diz a frase: “Nos momentos de crise, surgem as grandes oportunidades”. Graças àqueles problemas e, sobretudo, a aguçada vocação de Everson no trato com a bola nos pés, o Galo atraí os rivais, os fixa e, através de lançamentos, busca não somente os “jogadores-alvos”, que precisam disputar a bola pelo alto com os centrais adversários, mas também os espaços deixados nas costas da primeira linha de marcação, explorando, assim, a explosão física de atletas como Mariano.

Com base nessa ideia, diante do Flamengo, após um bola longa de Réver (outro que destaca-se em tal atributo), o ex-jogador do Sevilla assistiu o ponta venezuelano Jefferson Savarino, que abriu o placar para o Atlético.

Todavia, não raramente a linha tênue que separa os lançamentos dos chutões é cruzada pelo time, algo que corrobora ainda mais para aquele entrave anteriormente destrinchado.

Após atrair o Flamengo para dentro do seu campo, o Atlético-MG, com Réver, descolou um lançamento nas costas da primeira linha de marcação, explorando a velocidade de Mariano, que assistiu Savarino.

FASE OFENSIVA:

Pode-se afirmar que o conjunto do técnico Cuca pratica (ou ao menos intuí praticar) um jogo de maior mobilidade. Dessa maneira, a intenção é aproximar o máximo possível os jogadores para próximo da região da bola, com o objetivo de gerar superioridade e progredir no terreno tanto por meio de passes curtos quanto através da técnica individual dos atletas. Não à toa, pelas bandas do campo, triângulos são estruturados entre os lateral/alas, os meio-campistas e os atacantes.

Pela direita, o lateral Guga, o extremo Savarino e o centroavante Eduardo Sasha estruturam um triângulo, com o intuito de gerar superioridade numérica e, a partir de passes curtos, progredir no terreno.

Há, entretanto, dois “Atléticos-MG”: um com e outro sem Hulk . O jogador de 34 anos adaptou-se confortavelmente a função de falso 9, tendo a responsabilidade de baixar alguns metros no campo para auxiliar, por dentro, na construção das jogadas, produzindo, com isso, espaços para as infiltrações dos meio-campistas e dos pontas, os quais, sob a batuta de Cuca, diferentemente daquilo que Jorge Sampaoli exercitava, funcionam mais no entrelinhas ou nos meios-espaços, deixando o corredor para os laterais/alas.

Além disso, tendo em vista sua condição física e técnica, o camisa 7 é capaz de recuar, atrair consigo um ou mais marcadores e, posteriormente, vencê-los na velocidade, chegando em plenas condições de finalização dentro da área.

Mesmo sem balançar as redes desde o dia 6 de junho, quando, de penâlti, fez contra o Remo, em confronto válido pela Copa do Brasil, o paraibano, neste período de 10 partidas, distribuiu três pré-assistências e outras cinco assistências. Esse é o tamanho da baixa do Atlético-MG.

Hulk funcionando como falso 9, baixando alguns metros para auxiliar na construção da jogada. Dessa maneira, Savarino e Zaracho preenchem o espaço por ele aberto, ao passo que amplitude fica a cargo dos alas, Mariano e Guilherme Arana.

Ignacio Fernández, que, ao que tudo indica, será outro poupado, é outro atleta com potencial de provocar tal dualidade. Correspondendo as expectativas depositadas, rapidamente, Nacho “tomou conta” do meio-campo atleticano, via de regra, ocupando setores próximos a região da bola – na Argentina, denominam essa liberdade de movimentos da qual goza o “enganche” de “pelota al 10”. Desde que chegou em Belo Horizonte, em 22 jogos, o camisa 26 anotou sete gols e deu cinco assistências, média de uma participação direta a cada 150 minutos.

Nacho Fernández aproxima-se da região da bola, oferecendo apoio para Júnior Alonso. Do lado oposto, Guga é o responsável por gerar amplitude, enquanto Savarino trabalha por dentro, praticamente ao lado de Eduardo Sasha, gerando profundidade.

Por mais que todos esses princípios sejam adotados em ataques posicionais, a equipe sente-se mais cômoda quando ataca através de transições ofensivas, prezando tanto pela verticalidade quanto pela rapidez para finalizar os contra-ataques. Dentro desse contexto, atletas de grande capacidade de explosão, como Savarino e Hulk, e qualidade para gerar apoios e abrir espaços, como Eduardo Sasha, são potencializados.

Eduardo Sasha baixa alguns metros no campo de jogo, saindo da referência e atraindo consigo o marcador, abrindo, assim, espaço, o qual é atacado pelos extremas, Savarino e Nacho Fernández.

FASE DEFENSIVA:

Em bloco alto, o Atlético-MG estabelece uma marcação definida a partir de encaixes individuais, os quais variam de acordo com a planificação tática. Quando o sistema com três centrais é eleito como sendo a melhor estratégia para aquele confronto, essa pressão é realizada a partir da estrutura 1-3-4-3, que varia para o 1-3-4-1-2. Por outro lado, quando o técnico lança mão de uma primeira linha composta por quatro elementos, a plataforma base é 1-4-3-3, que varia em 1-4-1-3-2 e 1-4-2-3-1.

Independentemente da composição tática, essa pressão é realizada estrategicamente, priorizando determinados instantes das partidas, como o início, quando o time atua dentro de seus domínios, e os “segundos terços” das etapas, quando é visitante.

Atlético-MG estabelece encaixes individuais para pressionar o Flamengo em bloco alto.

Fato é que, a partir do momento em que uma vantagem no marcador é conquistada, as peças cessam o avanço, passando a especular com as transições ofensivas, marcando atrás da linha da bola. Aqui, é de suma importância salientar que Cuca caminha na direção oposta do “padrão” difundido pela Escola Brasileira de Futebol, visto que suas equipes ocupam os espaços com bases em conceitos de marcação individual.

Desse modo, em bloco médio-baixo, via de regra, todos possuem um marcador para chamar de seu, com destaque para os laterais/alas, que fazem perseguições mais longas, vigiando os pontas adversários, geralmente.

A exceção fica por conta do centroavante e dos extremas, os quais, não raramente integram-se a primeira linha de marcação, cuidando do rival responsável por gerar amplitude. Esse mecanismo é observado apenas quando o time porta-se com quatro homens no fundo, variando, com isso, o sistema base, o 1-4-4-2 (frequentemente, também, o 1-4-4-1-1 é usado), para o 1-5-3-2, estrutura padrão utilizada no momento defensivo quando o conjunto performa com três centrais, a qual varia, a depender do momento da partida, para o 1-5-4-1.

Atlético-MG estruturado no 1-4-4-2, em bloco baixo, na partida contra o Boca Juniors.
Atlético-MG estruturado no 1-5-3-2, em bloco baixo, na partida contra o Flamengo.

Todavia, nem tudo é um mar de rosas. Pode-se afirmar que o sistema defensivo do Atlético-MG exibe uma razoável dificuldade no que diz respeito às transições ofensivas, especialmente pelo biotipo mais robusto dos centrais.

Ainda nesse sentido, espaços são concedidos tanto na entrada da área, na região conhecida como “funil”, quanto no lado oposto da bola.

Então, não somente a participação de Mosquito, puxando os contra-golpes, mas também as infiltrações dos meio-campistas, Vitinho e Gabriel (ou Roni), bem como do ponta do lado oposto, neste caso, Mateus Vital, serão importantes. Porém, antes de mais nada: todos precisam ser instruídos a erguerem a cabeça e procurarem esse passe atrás, assim que chegarem até à linha de fundo.

Para marcar Rodrigo Muniz e Pedro, que geram profundidade por dentro, e neutralizar a progressão de Bruno Henrique pela extrema direita do sistema defensivo, o Atlético-MG deixa o funil desprotegido.

Evidentemente, a opção por ocupar os espaços mediante a orientação ao homem acarreta em vantagens e desvantagens. Um aspecto negativo que pode ser explorado diz respeito justamente ao lado oposto, citado anteriormente.

Como marca de maneira individual, o Atlético-MG aproxima muitos jogadores para próximo da região da bola, deixando, frequentemente, o lateral/ala da outra banda no mano a mano. Essa virada ocorre, também, pela passividade na marcação, já que muitas vezes o homem da bola não é devidamente pressionado. Portanto, as inversões de Cantillo, buscando os ataques em profundidade de Gustavo, apresentam-se como uma possível alternativa para causar danos ao rival.

Em um primeiro momento, o Atlético-MG, dentro do princípio de marcação individual, acumula seis jogadores próximo ao portador da bola, o qual, mesmo assim, não é devidamente pressionado.
Com tempo e espaço, então, o homem da bola inverte a jogada, pegando o sistema defensivo do Galo no lado fraco, onde Hyoran está no mano a mano com o lateral-direito do América-MG.

Outro “contra” da marcação individual: a atração dos centrais e os intervalos abertos na primeira linha. Aliás, foi se valendo justamente dessa fragilidade que, em 2017, Arana, que hoje é atleta do Galo, sofreu um penâlti e marcou um gol contra o Palmeiras, então comandado por Cuca, em pleno Allianz Parque. Para produzir tais espaços, Jô precisará flutuar pelo sistema ofensivo, oferecendo apoios, como vem fazendo, e, claro, os pontas e meio-campistas precisam compreender essa lacuna e atacá-la devidamente. Os domínios orientados também precisam estar bem azeitados.

Réver é atraído pela movimentação do portador da bola, desgarrando-se, assim, da primeira linha, que apresenta um lacuna entre o zagueiro central e o lateral-esquerdo, Nathan Silva e Júnior Alonso, respectivamente.

BOLA PARADA OFENSIVA:

Este momento é totalmente dominado por Igor Rabello e Réver, os alvos mais corriqueiros das batidas. Essas, via de regra, buscam o primeiro pau, região para a qual os centrais deslocam-se, a fim de cabecear ou viabilizar a “casquinha”, para que um companheiro, o centroavante, majoritariamente, a aproveite no segundo poste. Na ausência de ambos, Júnior Alonso assume-se como a principal ameaça no jogo aéreo do Atlético-MG.

Escanteio pela direita procura Igor Rabello, que movimenta-se do centro para o primeiro pau.

BOLA PARADA DEFENSIVA:

Nos escanteios, assim como com a bola rolando, o Atlético-MG marca individualmente. Entretanto, dois jogadores o fazem de maneira zonal, posicionando-se na primeira trave e no centro da área. Além disso, outros dois atletas são responsáveis por vigiar a cobrança curta e o rebote. A distribuição dos demais, porém, varia conforme o posicionamento do adversário.

No primeiro pau e no centro da área, Eduardo Sasha e Réver marcam de maneira zonal, respectivamente, ao passo que Nathan e Tchê-Tchê vigiam a cobrança curta e o rebote. Os demais marcam individualmente.

Já nas faltas laterais, a linha de impedimento, tão característica nos trabalhos de Cuca, dá as caras.

Linha de impedimento é formada como modo de comporta-se diante de faltas laterais.

DESTAQUES INDIVIDUAIS DO ATLÉTICO-MG:

Everson: o goleiro entrega não somente o básico exigido pela posição como, também, vai além, e, graças ao seu bom jogo com os pés, é uma peça crucial na primeira fase de construção.

Júnior Alonso: central canhoto que exibe uma aguçada compreensão espacial e um físico imponente, sendo, também, participativo com a bola, contribuindo com passes de ruptura, lançamentos e conduções em progressão.

Eduardo Sasha: móvel, o atacante caracteriza-se por baixar alguns metros, gerar apoios frontais para o meio-campistas e, com isso, abrir espaços na primeira linha de marcação adversária.

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