Nesta quinta-feira (08), às 21h, o Corinthians viaja até Chapecó-SC para enfrentar a Chapecoense em confronto válido pela décima rodada do Campeonato Brasileiro.

ESTATÍSTICAS DA CHAPECOENSE NO BRASILEIRÃO:

  • 0 vitórias
  • 4 empates
  • 5 derrotas
  • 8 gols marcados (12°)
  • 17 gols sofridos (1°)
  • 18 grandes chances criadas (4°)
  • 41.3% posse de bola p/jogo (19°)
  • 20° em passes certos p/jogo
  • 14° em finalizações p/jogo
  • Apenas UM jogo sem sofrer gol
  • 19° Lugar

A TEMPORADA DA CHAPECOENSE

Depois de toda euforia do titulo da Série B venho o choque de realidade. A Chape perdeu alguns dos seus principais pilares: zagueiro Luiz Otávio, volante William Oliveira e o técnico Umberto Louzer e a crise financeira que o clube passa torna a busca por reforços ainda mais complicada.

Dentro de campo um vice-campeão estadual e uma eliminação vexatória contra o ABC na Copa do Brasil, o treinador Jair Ventura chegou com a missão mais difícil da sua carreira: salvar a Chape do rebaixamento. Mesmo com as limitações do elenco conseguiu alguns empates e ser mais competitivo nos jogos, porém o time ainda não venceu no Brasileirão e chega para o duelo contra o Timão precisando dos três pontos mais do que nunca.

Escalação segundo o GE

FASE OFENSIVA

A saída de bola da Chape é feita a partir da ligação direta do seu goleiro em direção ao ataque, até pela falta de maior qualidade dos defensores a equipe catarinense não busca sair jogando pelo chão. Nesse cenário, o centroavante, seja Anselmo Ramon ou Perotti, tem o papel fundamental de ganhar as disputas no alto, segurar a bola no ataque e gerar apoio com os seus pivôs, algo bastante explorado.

Foto: Reprodução

Existem duas jogadas que a defesa corinthiana vai precisar ter bastante atenção: a primeira é a bola aérea ofensiva em escanteios e faltas, mas a principal é os contra ataques. Quando rouba a bola a Chape consegue sair em velocidade pelos lados do campo, é dessa forma que consegue criar suas chances de gol, porém comete muitos erros de de tomada de decisão na hora de finalizar as jogadas.

Foto: Reprodução

Quando precisa construir as jogadas demonstra muitas dificuldades para furar a defesa do adversário, falta qualidade técnica comete muitos erros de passes e, além disso, esbarra numa falta de maior repertório tático para essa fase do jogo. Mesmo assim, a Chape marcou pelo menos um gol em 6 dos 9 jogos até aqui do Brasileirão.

FASE DEFENSIVA

Sob o comando de Jair Ventura, a Chapecoense não tem como ideia subir no campo de ataque para pressionar o adversário, pelo contrário, ficam postadas em linha baixa no seu campo de defesa a fim de oferecer o mínimo espaço possível. Além disso, a depender do jogo pode variar entre uma linha de quatro ou cinco defensores.

Foto: Reprodução

A ideia é: Se postar de maneira compacta na defesa, roubar a bola e sair em velocidade no contra ataque. Para essa estratégia ter sucesso a pressão feita pelos volantes é essencial, quando ela não está encaixada surgem espaços por dentro, algo que os adversários vem conseguindo explorar neste Brasileirão.

Foto: Reprodução

A transição defensiva é algo que vem dando dor de cabeça a Jair Ventura. A Chape sofre bastante com a falta de combatividade no meio campo no momento pós perda, o que deixa uma linha de defesa que não é muito veloz exposta tendo de correr para trás. Um prato cheio para times que possuem jogadores velozes como Mosquito no ataque.

Foto: Reprodução

DESTAQUES INDIVIDUAIS DA CHAPECOENSE:

Perotti: Ainda recuperando a melhor forma pós covid-19, o centroavante de 23 anos é a principal esperança de gols da Chape na Série A depois de ser artilheiro do estadual com 15 gols.

João Paulo: Mesmo fazendo parte da pior defesa da Série A, o jovem goleiro de 20 anos é um dos destaques do time e responsável pela situação não ser ainda pior. É o segundo da posição com mais defesas por jogo.

Ignácio: Emprestado pelo Bahia, o zagueiro se destaca no jogo aéreo defensivo e ofensivo, sendo uma das principais armas ofensivas da Chape com um gol e uma assistência na Série A.

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