Neste domingo (30), às 18h15, o Corinthians faz a sua estreia no Campeonato Brasileiro na Neo Química Arena diante do Atlético-GO, equipe comandada pelo técnico Eduardo Barroca. Assim como na última temporada, o SCCP SCOUTS continuará com as análises sobre os rivais do Timão no Brasileirão.

Sendo assim, preparamos um material sobre tudo que você precisa saber a respeito do nosso adversário: provável escalação, pontos fortes e fracos, destaques individuais e muito mais.

MOMENTO DO ATLÉTICO-GO NA TEMPORADA:

O Atlético Goianiense começou a temporada 2021 com uma grande campanha na fase de grupos do Campeonato Goiano. Ainda sob o comando do técnico Jorginho, o Dragão foi o líder absoluto do grupo A da competição com 28 pontos conquistados em dez rodadas. Foram nove vitórias e apenas um empate. 

A equipe também teve o melhor ataque da primeira fase com 22 gols marcados (média de 2.2 tentos por partida) e a melhor defesa com apenas três gols sofridos. Ao todo, o Atlético Goianiense teve 93.3% de aproveitamento na etapa inicial do Campeonato Goiano. 

Os resultados eram mais do que animadores. Na Copa Sul-Americana, mesmo com a eliminação na fase de grupos, o Dragão também apresentou bons números e encerrou a sua participação sem ser derrotado. Em seis jogos foram duas vitórias e quatro empates. Na Copa do Brasil o time conseguiu a vaga para a terceira fase – o adversário também será o Timão. 

Na sequência do Campeonato Goiano, o Atlético Goianiense teve o clássico diante do Goiás nas quartas de final da competição. No confronto de ida e volta, o time de Jorginho finalizou o duelo logo na primeira partida com um 3 a 0 no estádio Serrinha. Em casa, a equipe só administrou a vantagem e ficou no 0 a 0. 

Entretanto, na semifinal o Dragão foi surpreendido. Depois de uma derrota no jogo de ida (1 a 0) e uma vitória por 2 a 1 na volta, o time de Jorginho foi eliminado nos pênaltis pelo Grêmio Anápolis. Porém, alguns dias após a eliminação no torneio regional, o técnico Jorginho pediu demissão do cargo depois de 13 jogos no comando do time. 

Agora o Atlético-GO vive um momento de transição. Depois de ser comandado pelo técnico interino Eduardo Souza, a diretoria anunciou o seu novo comandante na última quinta-feira (27). Eduardo Barroca fará a sua estreia pela equipe goiana justamente contra o Corinthians na Neo Química Arena. É a segunda passagem do técnico no clube. 

PROVÁVEL ESCALAÇÃO DO ATLÉTICO-GO PARA O JOGO CONTRA O CORINTHIANS:

Provável escalação do Atlético-GO para o jogo contra o Corinthians, segundo o ge.globo.com

SAÍDA DE BOLA:

O Dragão possui uma saída de bola bem estruturada, mas que em certos momentos possui variações. Uma das propostas iniciais, principalmente quando o time está posicionado em uma zona mais baixa do campo, é realizar uma construção sustentada formada em 4+2. O desenho é composto por uma linha de quatro com os laterais e zagueiros centrais, seguido dos dois volantes por dentro. 

No entanto, a formação pode alternar de acordo com o escalonamento dos dois volantes. A 4+2 se transforma em uma construção de jogo 4+1.  

Foto: Reprodução

Nesta formação, é importante destacar o papel dos dois meio-campistas centralizados. Ambos oferecem apoio para os zagueiros e também para os laterais. Principalmente Marlon Freitas. O volante é fundamental para que o time apresente progressão com a posse. Seja com passes verticais mais curtos ou até mesmo com bolas longas buscando as extremidades. 

Porém, quando o time avança no campo de ataque, os laterais ganham campo e a equipe se estrutura em uma formação de 2+2. Nathan Silva e Éder dão a sustentação e Marlon Freitas e Willian Maranhão são os homens de apoio à frente. 

Foto: Reprodução

Nos últimos jogos o Atlético-GO também apresentou outros desenhos: saída de três ou 3+1. As situações variam de acordo com o contexto da partida. Marlon Freitas pode ficar na linha dos defensores enquanto o outro meio-campo se apresenta como opção de passe vertical. 

Além disso, um dos laterais também pode se posicionar em zona baixa para formar a linha de três ao lado dos zagueiros. 

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

FASE DEFENSIVA:

Na fase defensiva o Atlético-GO se comporta de duas maneiras. Blocos médios na altura do meio-campo ou marcação alta no campo de defesa do adversário. 

Quando o time se posiciona em blocos médios, o Dragão faz um 4-4-2. João Paulo e/ou André Luis se alinham ao lado de Zé Roberto para formar o primeiro bloco, seguido de duas linhas de quatro bem compactas. 

Foto: Reprodução

A proposta da equipe goiana é aproximar bem os seus blocos, fazer uma marcação por zona e realizar pressões nos setores da bola. Neste sentido, o papel dos dois volantes é imprescindível. Marlon Freitas e Willian Maranhão são jogadores de muita imposição física. 

Ambos têm facilidade para fazer essa abordagem mais agressiva nos meio-campistas dos times adversários para recuperar a posse no centro e auxiliar o time na transição rápida. Pensando neste cenário para o Corinthians, Luan e Vital podem sofrer com esse tipo de situação – já que são atletas mais leves e que têm dificuldades para sustentar os duelos e receber a bola sempre de costas. 

Os extremos do Atlético (Janderson, André Luis e João Paulo – que atua centralizado, mas faz a recomposição pelo lado direito ou esquerdo) também possuem um trabalho significativo no momento sem bola. Os jogadores fazem uma boa recomposição e acompanham os laterais até o final. Dependendo dessas ações, o Atlético-GO pode até se recompor com uma linha de cinco em um bloco mais baixo. 

Foto: Reprodução

Além de se posicionar de forma mais cautelosa, esperando o seu adversário na altura do meio-campo para recuperar e sair com velocidade, o Atlético-GO também tem a estratégia de adiantar as suas linhas de marcação e tentar incomodar a construção ofensiva dos seus rivais. 

Nos duelos válidos pela Copa Sul-Americana, o Dragão executou essa ideia contra o Libertad e Palestino em casa. Entretanto, há uma alteração no desenho tático na hora de marcar alto. Principalmente nos tiros de meta dos rivais. Marlon Freitas salta para pressionar e o time se coloca em um 4-1-3-2.  

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Mas é válido destacar que esses saltos de pressão precisam ser coordenados. Quando o time não consegue realizar bons encaixes, os espaços entre as linhas de marcação aparecem e a equipe fica mais exposta para conter as transições ofensivas dos oponentes. 

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Outro ponto a ser destacado é a defesa de área do Atlético Goianiense. Seja em cruzamentos ou em situações de bolas paradas, os zagueiros do Dragão têm dificuldade em fazer essa proteção da área. No jogo contra o Libertad pela Sul-Americana fora de casa, a equipe paraguaia soube aproveitar essas ocasiões e chegar com bastante perigo. 

FASE OFENSIVA:

Em fase ofensiva o Atlético-GO parte de um 4-2-3-1. Willian Maranhão e Marlon Freitas são os primeiros homens de meio-campo, André Luís e Janderson ocupam os lados, João Paulo é o meio-campista centralizado e Zé Roberto é a referência ofensiva. 

A equipe goiana possui alguns mecanismos interessantes no desenvolvimento ofensivo. Um dos principais são as ultrapassagens dos laterais. Dudu e Igor Cariús/Natanael são jogadores que aparecem muito no campo de ataque. 

No entanto, há uma estratégia para que a proposta seja bem executada. Os meio-campistas que atuam pelos lados se movimentam de fora para dentro (com ou sem bola) para que os laterais tenham espaço e avancem no corredor. O lateral-direito Dudu é bem potencializado por essas movimentações. 

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Além disso, o Atlético também usa as atrações. Aglomeram vários jogadores no setor da bola e invertem o jogo para acionar o lado oposto com liberdade. Importante destacar aqui mais uma vez o papel de Marlon Freitas. O camisa 8 tem qualidade para encontrar os seus companheiros pelos lados com a bola longa. 

Foto: Reprodução

A movimentação do trio de frente também é um ponto a ser colocado. Janderson, João Paulo e André Luis têm liberdade para flutuar, trocar de lado, aparecer em zonas mais baixas do campo para oferecer apoio e se aproximar de Zé Roberto no comando de ataque. 

Zé Roberto também é um nome interessante para a construção ofensiva do time. Apesar da sua estatura e imposição física, o atacante auxilia na progressão da posse com ações de apoio. Se posiciona por dentro, busca as costas dos volantes adversários para receber e gerar jogo. As interações do camisa 9 com o meio-campista João Paulo são interessantes para que o time tenha uma fluidez no ataque. 

O mapa de calor do atacante na Copa Sul-Americana ajuda a entender bem como são as suas movimentações nos terços finais do campo. 

Mapa de calor de Zé Roberto na Copa Sul-Americana: SofaScore

O Atlético também pode ser perigoso marcando alto, recuperando e acelerando com campo aberto. No duelo contra o Libertad pela competição continental, a equipe goiana causou perigo com essa estratégia. Marcava forte com seus blocos altos (inclusive nos tiros de meta do oponente) ou na altura do meio-campo para roubar e sair em velocidade. 

Neste sentido vale o destaque para a imposição física dos volantes para fazer os duelos por dentro e para saída rápida dos extremos – já que são acionados pelos seus companheiros de equipe. 

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

DESTAQUES INDIVIDUAIS:

Marlon Freitas (MC): O meio-campista talvez seja o melhor jogador do Atlético-GO. Além da sua importância no momento sem bola, pressionando os portadores e saltando para pressionar no campo de ataque, Marlon Freitas tem boas em fase ofensiva. Ajuda na circulação da bola, trabalha com inversões, passes verticais e produz com as infiltrações. O camisa 8 tem boa leitura para fazer deslocamentos verticais e atacar os espaços vazios no ataque. 

Zé Roberto (ATA): Além da boa presença de área, o atacante tem boa capacidade para gerar jogo e ajudar a construção ofensiva do Dragão. Os seus movimentos de apoio são essenciais para que o time tenha fluidez no ataque. 

Dudu: (LD): O lateral direito é uma das grandes armas ofensivas do Atlético-GO. Ocupa bem o espaço “deixado” pelo extremo direito e sempre chega ao terço final para produzir ofensivamente. 

VEJA TAMBÉM:

COMO GUSTAVO MOSQUITO POTENCIALIZA O JOGO DE FÁGNER? 

COLUNA ALVINEGRA: O FATOR PSICOLÓGICO COMO ESSENCIAL 

Deixe uma resposta