Neste domingo (20), às 16h, em jogo válido pela 5ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians enfrenta o Bahia no estádio Pituaçu, equipe comandada pelo técnico Dado Cavalcanti. E assim como na última temporada, o SCCP SCOUTS seguirá com todas as análises sobre os rivais do Timão no Brasileirão. 

ESTATÍSTICAS DO BAHIA NO BRASILEIRÃO

  • 7º lugar: 2 vitórias, 1 empate e 1 derrota 
  • 2º em gols marcados (8)
  • 15º em gols sofridos (5)
  • 8º em grandes chances (6)
  • 19º em grandes chances perdidas (1)
  • 15º em posse de bola (44.8%)
  • 18º em passes certos por jogo (258)
  • 18º em acertos de bolas longas (17.5)
  • 8º em cruzamentos precisos por jogo (4.0)
  • 11º em finalizações por jogo (8.0)
  • 13º em finalizações no gol (3.0)
  • 16º em dribles bem sucedidos (6.8) 
  • 1º em desarmes por jogo (18.0)
  • 1º em número de interceptações (15.3)
  • 2º em cortes por partida (25.8) 

MOMENTO DA EQUIPE: 

O Bahia fez quatro jogos no Campeonato Brasileiro. Na estreia, jogando em Pituaçu, o tricolor baiano venceu o Santos de forma categórica. 3 a 0 sem muitas dificuldades. Na sequência, a equipe de Dado Cavalcanti empatou com o RB Bragantino no Nabi Abi Chedid por 3 a 3. 

Na terceira rodada o Bahia buscava vencer mais um jogo em seus domínios. Mas o time foi derrotado pelo Internacional pelo placar de 1 a 0. Entretanto, na última rodada, mais uma vitória. Triunfo sobre o Ceará no Castelão com dois gols marcados pelo atacante e artilheiro da competição, Gilberto. Agora o time de Dado Cavalcanti vai atrás de mais três pontos para se consolidar e se aproximar dos primeiros colocados no Brasileirão. 

PROVÁVEL ESCALAÇÃO DO BAHIA PARA O JOGO CONTRA O CORINTHIANS:

Provável escalação do Bahia, segundo informações de GE e Goal.com

SAÍDA DE BOLA: 

O Bahia tem algumas estruturas bem claras na hora de construir o jogo. A primeira delas surge quando o adversário pressiona a saída no tiro de meta. Patrick de Lucca afunda na própria pequena área defensiva para receber a bola diretamente do goleiro. Com a movimentação do meio-campista, os dois zagueiros ficam abertos e o tricolor baiano faz uma saída de três. 

Foto: Reprodução

A partir disso, o Bahia pode apresentar dinâmicas distintas. Patrick de Lucca pode acionar um dos zagueiros abertos e avançar pelo meio. Com a sua movimentação, o jogador aparece como linha de passe nas costas do primeiro bloco de marcação adversário. 

Na outra variação, um dos zagueiros (principalmente Germán Conti) recebe a bola com espaço e pode progredir com conduções ou arriscar um passe de ruptura. Essa estratégia funcionou em muitos momentos contra o RB Bragantino na segunda rodada. Lembrando que o Massa Bruta tem uma das melhores pressões do futebol brasileiro. 

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No entanto, o Bahia também pode apresentar mais uma alternativa. Ao invés de fazer essa saída de três pelo chão e buscar os toques curtos, Patrick de Lucca pode fazer um passe longo tentando acionar Gilberto no campo de ataque. Ou seja, a saída direta também é uma das variações do time de Dado Cavalcanti. 

Mas é válido destacar também que, quando o time está em uma faixa mais avançada do campo e o adversário não sobe para pressionar, o tricolor baiano utiliza uma saída de 3+1. Um dos meio-campistas se alinha aos zagueiros e o outro fica à frente como opção de passe vertical. Não há uma posição “fixa” neste sentido. 

Foto: Reprodução
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FASE DEFENSIVA: 

Em blocos médios-baixos, o Bahia se posiciona em um 4-4-2 ou um 4-5-1. O desenho varia de acordo com a movimentação de Rodriguinho. O meio-campista pode ficar ao lado de Gilberto na primeira linha de marcação ou fazer a recomposição pelo lado esquerdo. As situações se alternam de acordo com os momentos e exigências da partida. 

Foto: Reprodução
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Com essa proposta, a estratégia é fazer uma marcação por zona com encaixes setoriais. Entretanto, mesmo sendo um dos principais times em interceptações e desarmes na competição, em alguns momentos falta uma abordagem mais incisiva nos portadores da bola. No confronto contra o RB Bragantino, o Massa Bruta achava seus jogadores no entrelinhas com liberdade e progredia com a posse. 

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Outro problema do Bahia são os saltos de pressões descoordenados. O tricolor baiano até tem a iniciativa de pressionar os seus adversários no campo ofensivo. Entretanto, quando a equipe não consegue realizar os devidos ajustes, aparecem os espaços entre as linhas de marcação e os adversários têm condições para avançar.

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O espaço gerado pelo Inter depois de quebrar o salto de pressão do Bahia. Foto: Reprodução

O Bahia também é um time que busca uma marcação mais adiantada em alguns momentos. Salta para pressionar os tiros de meta e tenta impedir a construção ofensiva do seu adversário. Nos tiros de meta dos rivais, a equipe de Dado Cavalcanti arma uma primeira linha com três jogadores: Gilberto, Rodriguinho e Rossi. 

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Consequentemente, os outros atletas do time também sobem para pressionar. O Bahia utiliza encaixes individuais e homens próximos do setor da bola para dificultar a saída de bola do oponente. No entanto, há um problema. Rodriguinho e Rossi encaixam nos zagueiros, mas depois têm que voltar à posição para recompor a linha defensiva, acompanhando os laterais. 

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Com essas trocas de encaixes, os dois atletas precisam percorrer longas distâncias para fechar a linha de marcação caso o time não recupere a posse no campo ofensivo. Em virtude disso, os laterais adversários podem ficar livres momentaneamente, podendo criar vantagens de 2×1 (lateral-ponta x lateral) no setor. Este pode ser um cenário interessante para o Corinthians soltar Fágner e fazer dobras pelo lado direito. 

Além disso, o lado esquerdo defensivo do Bahia é mais vulnerável. Matheus Bahia teve dificuldades para controlar a profundidade de Artur contra o RB Bragantino. E também, em muitos momentos, Rodriguinho não auxilia tanto na recomposição por ali. 

FASE OFENSIVA:

Na fase ofensiva é importante destacar um nome: Patrick de Lucca. O meio-campista é o principal responsável por auxiliar na construção de jogo do time. Se posiciona nas costas da primeira linha de marcação adversária, gira o corpo, acha passes entre as linhas e pode produzir com inversões para o lado oposto. O tricolor baiano é muito dependente das suas ações. 

Uma das estruturas ofensivas do Bahia é o ataque posicional desenhado em um 3-2-5. Patrick de Lucca fica entre os zagueiros, Daniel/Galdezani e Thaciano se posicionam como meio-campistas por dentro e o time arma uma linha de cinco à frente. Laterais bem abertos (Matheus Bahia e Renan Guedes), Rossi ocupando corredor interno direito, Rodriguinho o esquerdo e Gilberto dando profundidade por dentro. 

Foto: Reprodução
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Entretanto, as “posições” podem alternar. Rodriguinho pode ser o homem mais próximo da base da jogada e Thaciano ser o responsável por aparecer no corredor interno (espaço entre lateral e zagueiro) esquerdo. 

Além disso, os laterais são muito atuantes. Principalmente Renan Guedes pelo lado direito. Com a movimentação de Rossi por dentro, o jogador ganha muito espaço para ser o homem da profundidade por ali. 

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Mas a equipe também pode “sair” da estrutura e ser mais móvel. Neste sentido, destaque para as ações de Gilberto saindo da referência e aparecendo em zonas mais baixas do campo. Quando o atacante faz essas movimentações, Rodriguinho e Thaciano ocupam os espaços deixados por ele. 

Vale destacar que os dois meio-campistas sempre estão “pisando” na área para definir as jogadas. O Bahia também gera perigo quando os dois jogadores se aproximam. 

Foto: Reprodução
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DESTAQUES INDIVIDUAIS DO BAHIA:

Gilberto (ATA): O atacante é o artilheiro da competição com quatro gols marcados nos últimos três jogos. Gilberto vive uma grande fase na temporada 2021. São 23 participações diretas até o momento – 17 gols e seis assistências. Além de ser um goleador, Gilberto tem repertório para ser uma opção de apoio em uma zona mais baixa do campo e produzir jogo para o tricolor. O jogador também pode ser efetivo fazendo desmarques e atacando a última linha de defesa para receber em condições de finalizar. Gilberto é o principal nome do Bahia na temporada. 

Patrick de Lucca (VOL): O meio-campista é fundamental para a construção de jogo do Bahia. Se aproxima da própria área defensiva para receber do goleiro e iniciar a saída de bola, pode se alinhar ao lado dos zagueiros em uma faixa mais avançada do campo para fazer a saída de 3, tem bom passe curto para dar progressão à posse da equipe e utiliza inversões para buscar o lado oposto livre. Patrick de Lucca tem sido um dos melhores jogadores da equipe neste Campeonato Brasileiro. 

Rodriguinho (MEI):  O jogador é um grande conhecido da torcida do Corinthians. Apesar de ser um meio-campista, Rodriguinho se destaca pela capacidade de atacar espaços vazios e buscar as zonas de finalizações. Além disso, é um jogador que pode crescer em grandes jogos.

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