O Corinthians enfrentou o Atlético Goianiense pela segunda partida consecutiva, mas dessa vez em jogo válido pela 3ª fase da Copa do Brasil, na Neo Química Arena.

PRIMEIRO TEMPO

O Corinthians iniciou o jogo com uma escalação parecida com a do último confronto, passiva de críticas pelos torcedores. Cássio, Fagner, Gil, Raul e Piton; Camacho, Ramiro, Mosquito, Araos e Vital; Luan. A única mudança foi a saída de Roni para a entrada de Araos.

O time continuou fazendo a marcação pressão com 5 jogadores marcando lá em cima, porém, desta vez com menos efetividade visto que o time atleticano conseguia sair jogando e progredindo com a posse no campo ofensivo.

Outro modo do Corinthians ser amarrado em campo era em suas tentativas de sair jogando com bola ao chão, onde a equipe não mantinha uma troca de passes com ofensividade e sem criação, facilmente de ser dominado.  

Foram dois gols muito parecidos e que explicam muito de os grandes problemas desse Corinthians de Sylvinho nos dois primeiros jogos – a transição defensiva.

O time não cobria as linhas necessárias, principalmente pela direita, com os avanços de Dudu, que fazia o time atleticano jogar tranquilo e com liberdade nos contra-ataques. Assim saíram dois gols idênticos no primeiro tempo – o que dificultou ainda mais o cenário para o Corinthians.

Dudu com um corredor imenso para avançar e receber com muita tranquilidade no espaço vazio. Foto: Reprodução
João Paulo tem muito espaço para receber e atacar as costas dos zagueiros do Corinthians. Foto: Reprodução

Ainda no 1º tempo mais duas coisas ficaram claras, a falta de criação imensa no Corinthians que teve sua primeira finalização aos 40′ e diversos cruzamentos sem objetividade na pequena área. E assim o time foi ao vestiário.

SEGUNDO TEMPO

O Corinthians iniciou o segundo tempo jogando exatamente da mesma forma que saiu de campo. A equipe alvinegra rodava a bola, mas não apresentava linha de passes em progressão.

Além disso, o time também continuou fazendo uma meia pressão sem movimentos coordenados, o que acabou facilitando a saída do Dragão e dando condições para o adversário atacar com campo aberto.

O time se mostrava desesperado em campo, pilhado, ansioso, e ainda jogou mais da metade do segundo tempo sem Fágner. O lateral-direito foi expulso após fazer uma falta no meio-campo e impedir o contra ataque do rival.

E o resto do 2º tempo foi o mesmo, um time que não criava linhas de passes, se mostrava desorganizado com e sem a bola, tinha uma posse de bola inerte e diversos erros individuais.

Ainda restou tempo para que Cássio operasse mais um milagre embaixo da meta, salvando uma bola perigosa em outro contra-ataque atleticano.

Porém, há alguma explicação para o péssimo rendimento do time nesses dois jogos? Vale destacar que Sylvinho tem pouquíssimos dias no cargo do time e parece não conhecer o suficiente de seus jogadores e como eles se complementam.

Ao utilizar um jogo com as suas linhas mais avançadas, escalar Gil em uma zaga com 4 defensores e a dupla Ramiro e Camacho, tornou o jogo previsível.

O time não conseguia se manter bem em nenhuma transição defensiva e tomou dois gols nisso. Fora que o meio campo se mostrou inoperante no jogo. A partida sem o 9 de referência também é outro ponto a se questionar, visto que jogadores como Luan e Vital prefiram talvez jogar com um 9 que sirva de referência no espaço central do ataque.

Os erros apontados no time são idênticos aos erros de Sylvinho no Lyon, com um jogo preso e concluindo todas as jogadas em um 1×1, algo que claramente não é o forte do time.

Sylvinho deverá rever os conceitos em campo e aproveitar os pouquíssimos espaços de tempo entre um jogo e outro para corrigir seus erros e tentar formar uma equipe mais organizada e que rende melhor em campo.

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