Por @Guihcharito

O Corinthians se colocou numa situação financeira e administrativa onde a economia e o corte de gastos se tornou obrigatório para que o clube não entrasse numa situação irreversível. Nisso, se viu obrigado a diminuir suas ambições esportivas. Mas até onde isso está sendo saudável ou bem feito? Até onde vai a mediocridade? Esse é o principal ponto que devemos debater.

A utilização da base me parece unanimidade. É a solução mais prática para aliviar as finanças do clube, tanto em material humano, bem como em lucro futuro. A questão é: não é apenas colocar os jovens em campo, sem uma estrutura técnica e tática para que suas características sejam exploradas e assim muitos deles demorem para desabrochar. Além disso, a concorrência com jogadores de qualidade duvidosa ou comum jogam contra o desenvolvimento deles. Optar com jogadores com perfis do tipo de Léo Natel, Otero, Jonathan Cafú, Michel Macedo, sendo que na base existem atletas com qualidade parecida, é um desperdício.

A outra questão que me preocupa, é se o Corinthians nas mãos do Vagner Mancini será um time com uma ideia de jogo segura para uma temporada sem sustos. Ele inegavelmente fez esse time jogar bola, mas ao mesmo tempo, foi o responsável por destruir o próprio trabalho com incoerências de escolhas, e as mesmas escolhas influenciaram diretamente para que o Corinthians perdesse a regularidade que ele mesmo conquistou.

O Corinthians precisa investir em uma filosofia segura de futebol, e aqui eu não entro no debate de futebol ofensivo ou defensivo, eu falo de um treinador com gabarito para um trabalho de começo, meio e fim dentro de uma filosofia de jogo, que tire o melhor dos atletas e que a transição dos jovens sejam naturais dentro de um time muito bem organizado.

A base do time do Corinthians não é ruim, temos grandes referências técnicas que podem sim ser complementadas com jogadores jovens vindos da base, mas as contratações precisam ser certeiras e com critério e o comando técnico precisa saber potencializar o que temos, a economia é sempre necessária, mas a mediocridade é uma escolha do clube.

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