Nos últimos dias, o assunto mais falado pela torcida do Corinthians foi a respeito dos volantes. A iminente volta de Cantillo, que está recuperado da COVID- 19 e a ótima atuação de Éderson na última partida contra o Oeste colocou um ponto de interrogação na cabeça do torcedor, que faz um questionamento: por que não escalar os dois juntos?. Talvez não seja uma questão tão simples de ser resolvida.

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O Cantillo é um jogador que prefere receber a bola de frente, não possui tanta velocidade, apesar de ter enorme qualidade de passe. Resumir esse jogador apenas à saída de bola é um desperdício, ainda mais com o volume de jogo que ele te oferece vindo de trás. Ele, por exemplo, melhora muito o jogo do Luan, que nos últimos jogos recebeu muitas bolas de costas e não teve a velocidade para fazer esse giro, sendo facilmente desarmado pelos defensores.

Já Éderson é de uma característica totalmente diferente. É um jogador muito físico, adora jogar entrelinhas e gosta de pisar na área e fazer gols, com um poder de finalização absurdo. É um jogador de qualidade mas que talvez limite muito o potencial técnico de Cantillo, tendo assim grandes chances de a dupla não dar certo.

Ederson entrou no segundo tempo e se tornou o melhor do Corinthians em campo (Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians)

Por outro lados temos Camacho e Gabriel, dois jogadores que com a volta da pandemia foram muito criticados pelas suas partidas. Pareceram incompatíveis jogando juntos, mas nesses dois casos a palavra da vez é “paciência”. Camacho foi um dos destaques do time antes da pandemia, principalmente fazendo a saída de bola e facilitando o jogo para Cantillo dar sequência.

Os dois são um bom complemento, porém nessa volta ele teve a difícil missão de emular o Cantillo, e obviamente não tem essa qualidade e nem essas características, tendo assim atuações abaixo do que vinha tendo. Porém, não é nada pra se preocupar, temos que esperar jogos dele na sua posição, a que se sente mais a vontade, para tirar qualquer conclusão. Estão acontecendo julgamentos precipitados.

Já Gabriel, que também não teve boas atuações nesses jogos, apesar de ter jogado na sua posição, teve outras funções que talvez tenham atrapalhado seu desempenho. Muitas vezes ele foi deslocado para lateral-direita para dar mais liberdade ao nosso destaque ofensivo da temporada: Fagner. Além disso, Gabriel teve muita dificuldade em se posicionar em campo, ele é um jogador que sai muito para dar o bote e às vezes demonstra um excesso de vontade que atrapalha o seu futebol, mas também é um volante importante em alguns contextos.

Tiago Nunes tem um dilema para resolver. A dupla favorita da torcida talvez seja incompatível, os criticados exageradamente Camacho e Gabriel precisam ter uma vaga no time e Cantillo, para mim, é o único titular incontestável mas precisa de ritmo de jogo. É uma decisão complicada e que o treinador precisa resolver. Esperamos que tome a melhor decisão porque o coração desse time é a dupla de volantes, e com ela pode ser o começo do caminho do sucesso.

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